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OGX Petróleo deve reduzir quantidade de sondas para exploração

Empresa minimiza impacto sobre quantidade que será produzida no campo de Tubarão Azul; "tudo no plano", destacam executivos

SÃO PAULO - A OGX Petróleo (OGXP3) deve começar a reduzir a quantidade de sondas exploratórias em 2013, passando de uma companhia exploradora para uma produtora, afirmou a companhia em uma teleconferência com investidores e analistas realizada nesta quarta-feira (27). 

"Teremos perfurado os poços na parte sul de Campos até o final do ano e então devemos reduzir o número de sondas no final do 1º trimestre de 2013", afirmou Roberto Monteiro, diretor de relações com Investidores da companhia. 

As ações da companhia registraram forte queda de 25,33% nesta quarta-feira (27), terminando a sessão cotados a R$ 6,25, após a companhia mostrar uma vazão menor do que o esperado em dois poços no campo de Tubarão Azul.

"Isso não deve ter impacto sobre a produção, mas é um processo natural. Estávamos focados em exploração, e agora estamos focados em produção", afirmou Monteiro. A exploração deve continuar, somente com três sondas. Para a direção da companhia, isso deve garantir que a companhia possa continuar a explorar cerca de 12 poços por ano.

"Onde for encontrado petróleo, podemos declarar comercialidade. E temos 28 anos para explorar cada um desses blocos, podemos voltar para eles depois", afirmou Monteiro, minimizando os efeitos dessa situação para a companhia. De acordo com os executivos da companhia, este era o plano inicial da petrolífera - e caso ele seja seguido, deve fazer com que a empresa continue a entregar resultados no tempo esperado.

Poços não são grande preocupação
A situação dos poços, suposto trigger para forte queda, não desapontou a companhia. Embora a produção esteja em níveis considerados baixos, perto das expectativas otimistas, a companhia acredita que a produtividade deve aumentar gradativamente, com a introdução de novos poços e com a injeção de água - que permitirá a manutenção da pressão e aumentar a produtividade. 

"A produtividade dos poços não está abaixo do esperado, mas precisamos injetar água para manter níveis aceitáveis", afirmou Paulo Mendonça, diretor presidente da OGX. Para os dirigentes da companhia há diversas oportunidades para a companhia: tanto em Tubarão Azul quanto Waikkiki e Tubarão Martelo. Essas são as regiões onde estão instalados o OSX-1, OSX-2 e OSX-3 - as três unidades flutuantes de produção da companhia, fabricadas pela OSX (OSXB3), outra companhia de Eike Batista.

De acordo com os executivos, é possível que a OGX peça mais unidades flutuantes, com o intuíto de aumentar a produção e explorar prospectos tidos como promissores - como o Carambola. "A OGX está bem encaminhada em termos de projetos e compras", destacou Eike Batista, presidente do conselho de administração da companhia. É válido lembrar que o ramp-up da produção da petrolífera está previsto para 2014. 

 

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