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Moody's rebaixa rating da Petrobras em moeda local para "A2"

Aumento da dependência entre a estatal e o governo motivou downgrade; S&P já havia rebaixado classificação

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SÃO PAULO - Em relatório enviado nesta quinta-feira (18) a agência de classificação de risco Moody´s anunciou a redução do rating global em moeda local da Petrobras (PETR3, PETR4) de A3 para A2, com perspectiva estável. Vale lembrar que na última semana a Standard & Poor´s rebaixou o rating corporativo da estatal de BBB para BBB-.

A Moody´s também reafirmou os ratings da dívida em moeda estrangeira da estatal, em Baa1, e a classificação de risco na escala nacional, em Aaa.br. Segundo os analistas da agência de classificação de risco, a Petrobras detém uma posição dominante nos setores de exploração e produção de petróleo no Brasil, com reservas significativas, e a probabilidade da companhia ser afetada por uma moratória generalizada de dívida no Brasil é pequena, justificando a manutenção das classificações citadas.

Downgrade
Paralelamente, o downgrade do rating global em moeda nacional é justiçado pelo aumento da dependência entre a Petrobras e o governo brasileiro. "O governo também está tomando uma postura mais agressiva no controle de futuras licenças e termos fiscais nas áreas costeiras, apesar de a Petrobras provavelmente continuar sendo favorecida como concorrente e operadora desses desenvolvimentos. O aumento da dependência e elevado nível de suporte do governo reduziram o benefício de elevação implícita do rating", escreveu a Moody´s.

Standard & Poor´s
No último dia 10 a Petrobras sofreu o downgrade do rating corporativo de BBB para BBB-, com perspectiva estável, por parte da Standard & Poor´s, que declarou que a revisão da nota da estatal foi engatilhada pelo agressivo plano de investimentos, que envolve mais de US$ 174 bilhões, o que pode acarretar problemas dado o cenário mais apertado para o credito nos próximos cinco anos.

A Moody´s, por sua vez, também ressalta a problemática do plano de investimentos, que exigiria um acréscimo de US$ 18 bilhões em 2009 e 2010 na necessidade de financiamento, mas indica que a estatal brasileira já obteve novas fontes de captação através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), do China Development Bank e de empréstimos com bancos comerciais e captações de longo prazo no mercado de capitais.

 

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