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Empresários esperam faturar R$ 500 mil vendendo frutas para empresas

Atualmente, eles comercializam 55 mil futas por mês. O negócio surgiu inspirados em empresas da Austrália e Inglaterra

Adriano Ferrari
(Divulgação)

SÃO PAULO - Com o lema de que fruta é saúde e melhora a qualidade de vida. Os empresários Adriano Ferrari, Ruy Mendonça e Guilherme Mendonça resolveram apostar na venda de fruta. Mas em vez de vender diretamente aos consumidores finais, eles decidiram comercializar para outras empresas, para que elas oferecessem o produto aos seus empregados. Nascia assim a Maná Frutas.

A empresa existe a menos de dois anos. A ideia inicial era montar um restaurante com comidas mais saudáveis cerca de centros comerciais e avenidas de pólos empresariais. Quem almoçasse no local poderia comprar kits de frutas para serem consumidos no período da tarde.

Pesquisando como seriam estes kits, os empresários notaram que havia espaço no mercado para empreender, já que a concorrência era menor, ao ser comparado com o restaurante. “Nós descobrimos o mercado de fruta”, explica Ferrari. Nestas pesquisas, eles notaram que haviam empresas que faziam isso em outros países como Austrália e Inglaterra.

Mas a empresa, segundo Ferrari, não é uma cópia dos negócios estrangeiros, mas uma inspiração, já que o serviço oferecido por eles se diferencia pois as frutas são higienizadas com ozônio e embaladas individualmente.

Benefício x custos
Para vender as frutas, o contato é por meio pelo departamento de Recursos Humanos das empresas ou pelo departamento de contas. No primeiro caso, o empresário explica que o processo de vendas é bem mais fácil, já que o cliente entende que a fruta é mais um tipo de benefício oferecido aos empregados, assim como a massagem. Já no segundo, muitas empresas enxergam como um custo a mais para os negócios.

Mas para vender o seu peixe, ou melhor, sua fruta, os empresários criam campanhas e promoções dentro das empresas para conscientizar os profissionais e donas das companhias sobre os benefícios de incluir uma fruta diariamente nas refeições.

Um das campanhas criadas foi um mix de castanhas no Dia ao Combate ao Colesterol. A iniciativa deu certo em apenas 10 dias eles venderam quase 15 mil kits de castanhas. Em algumas empresas, eles já trocaram o dia do bolo, para o dia da fruta. Vendendo frutas e “qualidade de vida”, a empresa deve faturar R$ 500 mil. Atualmente, eles comercializam 55 mil futas por mês.

Fruta no copo
Para alavancar ainda mais as vendas, a Maná está lançando no mercado uma máquina de suco, chamada de “fruta no copo". A máquina transforma cápsulas de polpa de frutas congeladas em um suco natural, sem conservantes e sem açúcar, pronto em apenas 59 segundos, sem sujeiras. O sistema Juice in Time tem a capacidade de produzir 50 sucos de 200 ml em 1 hora. Cinco sabores estarão disponíveis na primeira fase, são eles: uva, abacaxi, maracujá, caju e acerola.

“A solução permitirá que muitas pessoas tenham a oportunidade de consumir um produto natural e saudável no ambiente de trabalho”, finaliza.

 

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