Em negocios / noticias-corporativas

Amigos reinventam suas carreiras com venda de lonas pela internet 

A clientela do ramo do agronegócio e construção civil é responsável por 80% do faturamento da Paperplast, que somou um volume de R$ 3 milhões em 2018

O que era para ser um projeto para complementar o salário virou a principal fonte de renda do curitibano Julivan Arantes da Silva, de 35 anos. Em abril de 2016, ele criou o e-commerce Paperplast, de comercialização de produtos da indústria do papel e do plástico. O e-commerce brasileiro cresceu 12% e faturou 53,2 bilhões em 2018, segundo levantamento feito pelo Ebit/Nielsen. Inicialmente o canal era um braço de uma companhia do mesmo ramo, na qual Julivan atuava como contador, sua área de formação acadêmica. 

Quatro meses depois, porém, o negócio foi desvinculado da fabricante das mercadorias e tornou-se um empreendimento próprio. “Mesmo as vendas pela internet representando 30% do volume total da indústria, os empresários consideraram que não era rentável o suficiente. Eles deixaram de operar no segmento e cancelaram o e-commerce”, recorda. 

Com um faturamento de R$ 200 mil ao mês, Silva não perdeu a oportunidade de lançar-se como empresário. Em agosto de 2016, ele abandonou a carreira de contador e iniciou operação própria. “Por R$ 100 mil arrematei o estoque de 15 toneladas de bobinas, abri uma sociedade com um amigo dos tempos do ensino médio e agreguei novos fornecedores.”

"Em 2018, a Paperplast faturou R$ 3 milhões. A expectativa é de crescer 20% em 2019 e manter o mesmo índice nos próximos anos, estima Silva. O objetivo é que o site se torne o principal canal de distribuição de produtos das indústrias parceiras até 2020. “No início não havia tanta concorrência. Hoje é preciso um investimento forte em publicidade. São R$ 10 mil por mês para otimizar o posicionamento do site no Google, já que vendemos muito para pessoa física”, revela Silva. 

Há cerca de dois anos, o engenheiro mecânico e amigo de colégio Marcelo Benetti, 34, foi convidado a dividir a sociedade. O parceiro, então desempregado, vinha de um ano sabático nos Estados Unidos, após o desligamento de uma multinacional do segmento de ar-condicionado instalada na região metropolitana de Curitiba. 

Com uma estrutura enxuta, Silva e Benetti conseguem aplicar preços competitivos. A dupla tem custos com estoque, manutenção do centro de distribuição, em Araucária, e pagamento de quatro funcionárias, responsáveis pelo suporte técnico e área comercial. Todos trabalham home office. “Além de sermos donos do negócio, demos um salto em qualidade de vida e conseguimos dobrar nossos últimos salários em regime CLT. Por enquanto, este retorno inicial é usado para reinvestir no negócio."

A Paperplast tem como clientes desde pequenos produtores rurais a multinacionais do ramo automotivo. A maior parte dos compradores foi uma descoberta inusitada para os sócios. 

A comercialização para o segmento do agronegócio representa 60% do total. O que foi uma surpresa, pois não tínhamos noção do quanto este público compra pela internet”, comenta Silva. O e-commerce vende, principalmente, lonas plásticas pretas e filmes plásticos stretch, o equivalente a 95% do estoque atual de 50 toneladas em produtos, que somam cerca de R$ 500 mil. 

A impermeabilização de tanques de peixes e preparo de silagem são as campeãs entre as principais finalidades para a compra de lonas plásticas. As encomendas são entregues em todo o Brasil, a maioria no Sul, Sudeste e Nordeste. O estoque do e-commerce da Paperplast conta ainda com outros itens, como telas plásticas, para cobertura de estufas e estacionamentos, área de criação de gado em confinamento e proteção de obras da construção civil, e lonas vinílicas e enceradas, para uso em caminhões. 

Website: https://www.paperplast.com.br/

 

Tudo sobre: 

Contato