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Tendências e desafios em Gestão de Saúde Populacional serão discutidos por especialistas durante evento em São Paulo

Modelos sustentáveis podem ser alcançados através de tecnologias como inteligência artificial, Big Data, telemedicina e mapeamento genético

A união da medicina com a tecnologia tem revolucionado o setor da saúde e tende a ser o caminho para uma gestão eficiente. Hoje, os médicos estão mal distribuídos pelo país, as filas são grandes e falta atendimento. O envelhecimento da população resulta em uma demanda crescente de cuidados com a saúde e os custos são cada vez mais altos. Especialistas apontam para a necessidade de modelos sustentáveis de gestão que podem ser alcançados através da inteligência artificial, ciência de dados – como Big Data – telemedicina e mapeamento genético.

Para discutir o papel da tecnologia na gestão da saúde, será realizado, no dia 11 de junho, em São Paulo, o V Fórum Internacional ASAP – Gestão de Saúde Populacional: Um Convite à Prática. Entre os palestrantes estão o líder do grupo de pesquisa em Telemedicina e Telessaúde da USP, Chao Lung Wen; o diretor médico da Teladoc Health Brasil, que é líder mundial nos cuidados de saúde virtuais, dr. Caio Seixas Soares; Nirav Vakharia, CEO da ACO (Accountable Care Organization and Associate) de Cleveland Clinic; a Presidente da ASAP, dra. Ana Elisa Correa Siqueira; o futurista e empreendedor Tiago Mattos, CEO da Aerolito: Laboratório de Futurismo e experimentos em tecnologias exponenciais. Além de representantes dos principais planos de saúde do Brasil.

O conceito de Gestão de Saúde Populacional (GSP) propõe uma mudança na forma de tratar a saúde coletiva: à oferta de assistência médica somam-se também a implementação de metodologias abrangentes para a estratificação de riscos e coleta sistematizada de dados. Estudos internacionais mostram que, quando aplicada na sua integridade, a GSP pode resultar em reduções de 30% a 50% dos custos essenciais. Além de enxugar gastos, as empresas também direcionam seus programas de forma mais assertiva e com benefícios a longo prazo – extrapolando a gestão de casos crônicos e a análise de casos isolados.

De acordo com o diretor técnico da Aliança para Saúde Populacional (ASAP), Ricardo Ramos, o fórum vem em um momento muito importante. “Nos últimos anos, nossa instituição recebeu demanda crescente de grandes empregadores do Brasil que, em última instância, são os grandes financiadores do setor de saúde suplementar, pois garantem o benefício para seus colaboradores e familiares”, explica Dr. Ricardo.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um terço da população sofre de pelo menos uma doença crônica, entre casos de diabetes, hipertensão, reumatismo, doença pulmonar ou dislipidemia (distúrbios do colesterol). Esses males já respondem por 70% dos gastos com saúde no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, motivados pelo estresse da vida moderna, pelo sedentarismo e por maus hábitos alimentares. Esses problemas refletem diretamente na produtividade e na qualidade de vida das pessoas.

Esses dados indicam a necessidade de se pensar em prevenção de doenças e promoção da saúde. Nesse sentido, a ciência de dados é essencial. A organização das informações em um prontuário eletrônico universal, evitando-se a repetição desnecessária de exames, o desperdício e o aumento de custos; tem se mostrado eficiente. Outro ponto importante é a discussão de modelos de remuneração de prestadores de serviços, médicos e demais profissionais da saúde. Tem se falado cada vez mais em modelos que estimulem e valorizem a qualidade e os desfechos clínicos dos tratamentos e não a quantidade.

Em relação ao acesso, a telemedicina é apontada como uma forma de diminuir as filas de espera para atendimento. As vantagens são inúmeras. As consultas online permitem que o paciente se conecte com o médico via celular ou computador com câmera e microfone, em casos mais simples, em que o contato pessoal não seja indispensável. Os exames podem ser lidos por especialistas de diferentes partes do país, em tempo real. Além disso, é possível fazer o monitoramento dos pacientes, mesmo longe. Através de aparelhos, que podem ser acoplados no paciente, dados sobre batimentos cardíacos, pressão e outros parâmetros são enviados para o computador do médico. Se ele notar alguma alteração, pode solicitar assistência ao paciente.

No caso dos tratamentos, o mapeamento genético provou ser capaz de prevenir e tratar de maneira mais eficiente, doenças como o câncer. A partir de rastreamento, por exemplo, é possível identificar a possibilidade de uma pessoa desenvolver determinado tipo de câncer. Para tratar, um teste genético pode fornecer informações para que o oncologista determine a terapia ou medicamento ideal, de forma personalizada, para cada paciente. Pesquisas mostram que isso aumenta, significativamente, a longevidade.

De acordo com dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o 8º maior mercado no mundo na área da saúde e está em 9º lugar no mundo em gastos com saúde, com 8,5% do PIB, ou US$1.109 per capta. Tem 4ª maior população médica do mundo, com 2,18 médicos para cada 1.000 habitantes. “Se não houver uma cultura de promoção de saúde e prevenção de doenças, não conseguiremos mudar a nossa atual condição de tratar a doença das pessoas em vez da saúde delas”, avalia Ramos.

Serviço:

V Fórum Internacional ASAP – Gestão de Saúde Populacional: Um Convite à Prática

Local: EloPag Business 

Endereço: World Trade Center, Av. das Nações Unidas - Brooklin Paulista

Data: 11 de junho

Horário: 7h20 às 18h30

Inscrições: https://www.eventbrite.com.br/e/v-forum-internacional-asap-gestao-de-saude-populacional-um-convite-para-a-pratica-tickets-58599235892

Contato: (11) 2507-9692

Informações: http://www.asapsaude.org.br/

Website: http://www.asapsaude.org.br/

 

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