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US$ 98,8 bilhões até 2023: mercado de TV via Internet desperta atenções brasileiras

Só em 2017, setor somou receita global de US$ 31,95 bilhões. No Brasil, consumo de TV online subiu 57,1% no último ano, segundo IBGE

O mercado de TV via Internet deve registrar um crescimento anual na faixa dos 17%, alcançando faturamento em torno de US$ 98,87 bilhões até 2023, segundo estudo da Research and Markets.

Só em 2017, este segmento registrou receitas de US$ 31,95 bilhões em todo o mundo, e a expansão para os próximos anos é calculada com base no aumento contínuo da migração de assinantes de TV paga para serviços de vídeo e conteúdos televisivos via web.

No Brasil, o consumo da chamada TV online, e de conteúdos online vistos por meio de aparelhos de televisão, cresceu 57,1% no último ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, assistir a filmes, série, vídeos e programas de TV está entre as prioridades do usuário brasileiro na contratação de serviços de Internet. Esta finalidade, que em 2016 era preferência de 73,3% dos internautas, no último ano foi a 81,8%.

Em contrapartida, o estudo mostra uma queda no uso de serviços de TV tradicional, a cabo ou via satélite. Conforme o IBGE, 95% dos lares que hoje dispõem de televisor não assinam tais serviços, dando preferência aos conteúdos de vídeo via Internet.

Para a maioria, o motivo é o alto preço dos serviços de TV por assinatura, sendo apontada esta razão por 55,36% dos entrevistados.

Um dos mais recentes players do mercado brasileiro neste segmento, a Cluxter, empresa de tecnologia com sede em Porto Alegre-RS e atuação nacional, aposta neste mercado com uma oferta focada não no usuário final, mas no provedor de Internet, com vistas a criar para os chamados ISPs (Internet Service Providers) uma nova fonte de receita.

A companhia oferece soluções de transmissão multitela de conteúdo vídeo/TV, com base em uma infraestrutura pré-instalada que dá aos ISPs a possibilidade de levar os serviços de TV online a seus clientes sem precisar investir no background, nem na negociação de conteúdos junto às empresas de mídia.

O CTO da Cluxter, Carlos Lanzer, explica que a empresa chega ao mercado trazendo a expertise de profissionais com mais de 19 anos de atuação no mercado de telecomunicações.

"A infraestrutura de servidores que entregamos tem capacidade para assegurar rodagem multitela de alta performance. Além disso, fornecemos conteúdo dos maiores players globais do setor e entregamos hardware (set-top box) compacto pronto para uso", declara Lanzer. "Ou seja: o ISP só precisa firmar contrato conosco para começar a fornecer IPTV a seus clientes. Ele não precisará fazer qualquer investimento na infraestrutura, nem negociar com as grandes empresas fornecedoras de conteúdo, nem gastar com equipamento para transmissão na casa do usuário: tudo isso fica sob nossa responsabilidade", adiciona.

O executivo destaca, ainda, que ao ISP caberá pagar um valor mensal equivalente e proporcional ao volume contratado junto a Cluxter. "Depois disso, é iniciar a oferta aos clientes e aumentar a receita", assegura o executivo.

Segundo o CTO, a meta da Cluxter é ser o provedor de soluções em TV para ISPs com melhor custo/benefício e melhor taxa de entrega e satisfação de clientes do país.

"Para isso, investimos também no atendimento dedicado. Nosso foco é permitir aos ISPs crescerem em portfólio, carteira de clientes e lucratividade, assegurando a expansão e evolução do mercado brasileiro de fornecimento de conteúdo televisivo via Internet", finaliza Lanzer.

A oferta da empresa está sendo lançada durante o Encontro Nacional de Provedores ABRINT, que vai de 05 a 07 de junho no Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo-SP.

 

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