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Vida útil das rodovias pode aumentar com respeito ao limite de carga

Estudo aponta que o tráfego nas rodovias com excesso do limite de carga acelera a degradação dos pavimentos em até 23%.

O modal de transporte rodoviário, como qualquer outro, dispõe de regras a serem seguidas e entre elas está o limite de carga dos caminhões. Determinado por lei, quando esse volume é ultrapassado, há um prejuízo da qualidade, bem como da duração da pavimentação, interferindo diretamente na qualidade do transporte, no valor do frete e também no aumento da necessidade de manutenção dos caminhões. Dados a respeito foram coletados e analisados pela pesquisadora do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR) da Escola Politécnica (Poli) da USP, Mariana Bosso. Tendo como objeto de estudo a Rodovia Fernão Dias, que liga os Estados de São Paulo e Minas Gerais, o trabalho foi feito a partir de uma parceria entre o Laboratório de Tecnologia de Pavimentação (LTP) da Poli com a concessionária Arteris.

De acordo com os dados divulgados pelo Jornal da USP, foram monitorados cerca de 1,400 milhão de veículos. Destes, quase 24% não respeitaram o limite de carga, transportando acima dos limites permitidos pela lei - chegando a ultrapassar, para alguns grupos de veículos, 60% do limite. No trecho experimental, o aumento da carga acarretou aumento nas deformações observadas na fibra inferior da camada asfáltica. Excessos de carga de 10% (tolerância legal vigente) e 20% resultaram em valores de deformações até 17% maiores quando comparados ao cenário de carga no limite ideal.

Defeitos como o aparecimento de fissuras e trincas na camada de revestimento asfáltico dos pavimentos em proporções que comprometem as estruturas bem antes do tempo previsto em projeto, foram as características observadas pelo estudo. Para a Asia Shipping (AS) , maior integradora logística da América Latina, essa é uma questão à qual as empresas devem dispensar bastante atenção. "Quanto mais o limite de carga é desrespeitado, maiores serão os prejuízos, não só para as empresas, como também para o cliente, uma vez que o frete ficará mais alto e o tráfego comprometido nas rodovias", afirma.

A pesquisa foi baseada na coleta de dados de uma balança de pesagem em movimento instalada na Rodovia Fernão Dias, capaz de fazer a pesagem diretamente na faixa de rolamento com os veículos em alta velocidade. Hoje, a balança funciona apenas a nível gerencial, para caracterização e monitoramento do tráfego. No entanto, de acordo com o Jornal da USP, há estudos internacionais relatando seu uso para fiscalização direta e contínua do excesso do limite de carga. No Brasil, a fiscalização ocorre nos postos de pesagem veicular ativos, esses usualmente com horários de funcionamento restritos e previsíveis, induzindo a passagem dos veículos com sobrecarga nos horários em que os postos de pesagem não estão funcionando.

O tráfego com excesso do limite de carga acelera a degradação dos pavimentos em até 23%, de acordo com o estudo de Mariana Bosso. O cenário ideal, no qual o limite legal fosse cumprido, a estrutura aguentaria por quase seis meses a mais que o cenário real (12 meses). Para a AS, essa resistência seria ideal para o fortalecimento deste modal e aperfeiçoamento dos serviços prestados a partir dele. "Grande parte das dificuldades enfrentadas pelo uso do modal rodoviário é a precariedade das estradas. Entender que a sobrecarga é um fator determinante nesse cenário é muito importante para tomar atitudes que possam transformar essa realidade", finaliza.

Website: http://www.asgroup-portal.com/pt

 

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