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Brasil desponta como um dos cinco maiores mercados do mundo em vendas diretas

O 2º Congresso Nacional das Vendas Diretas ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas) foi aberto nesta terça-feira, 7, em São Paulo, com a presença de 350 executivos e presidentes líderes das empresas de vendas diretas no Brasil e no mundo<br/>

O objetivo foi debater perspectivas do setor, que tem sido apontado como um importante mercado em meio à crise econômica do país, e que vem se destacando na geração de renda para, principalmente, jovens (48%) e mulheres (54%).

Direto dos Estados Unidos, John Agwunobi, copresidente da Herbalife Nutrition, abriu o painel "Reflexão de uma gestão de sucesso nas vendas diretas", ressaltando a importância do Brasil para empresa e disse que o país é "uma joia rara na coroa da Herbalife". "Temos muito orgulho de atender a comunidade brasileira", falou.

No mundo, as vendas líquidas da Herbalife foram de 4,9 bilhões de dólares, segundo dados de 2018. Além disso, a empresa soma 77,1 milhões de embalagens de shakes vendidos ao redor do mundo, contando com 4 milhões de consultores independentes.

Hoje a empresa já está presente em todas as regiões do Brasil com mais de 600 pontos de acesso aos produtos. O país é o maior mercado da Herbalife na América do Sul e está entre os cinco maiores mercados da empresa no mundo, com cerca de 300 mil consultores independentes no Brasil.

A palestra de Moacir Salzstein, vice-presidente da ABEVD, trouxe dados do mercado brasileiro e mundial. Segundo uma pesquisa da Euromonitor International, em 2018, o varejo global cresceu 4,30% enquanto as vendas diretas subiram 4%.

No Brasil, o volume de negócios é de R$ 45,2 bilhões/ano com a geração de renda para 4,1 milhões de revendedores independentes.

Cenário Econômico

No painel "Estratégia dos líderes das empresas de vendas diretas", com moderação de Adriana Colloca, presidente executiva da ABEVD, José Vicente Marino, presidente da Avon Brasil, fez uma análise sobre o cenário econômico brasileiro. Para ele, é um momento de incertezas, mas com esperança de que as coisas melhorem ao longo dos próximos meses.

Marino também ressaltou que, em 10 anos, subiu o número de empresas que entraram no setor da venda direta. "Isso aumentou muito a competitividade entre as empresas porque é um número muito maior do que era há alguns anos. Os modelos comerciais também estão muito diferentes", comentou.

Erasmo Toledo, vice-presidente da venda direta da Natura, ressaltou que o Brasil é um país com grande penetração da venda direta. "A chave do sucesso é a força da relação dos brasileiros", disse.

O presidente da Mary Kay Brasil, Alvaro Polanco, também citou o Brasil como "o país da venda direta" e reforçou o poder feminino no setor.

Mulheres nas vendas direta

Na abertura do evento, compareceu a deputada federal Soraya Santos (PR-RJ), que falou da importância do setor na venda direta no empoderamento feminino e como saída para a crise econômica do Brasil. "As revendedoras geram renda na sociedade. Elas não estão fazendo um "bico", mas sim empreendendo", falou.

No painel "Momento empreendedor: oportunidades e desafios", Ana Fontes, presidente do Instituto Rede Mulher Empreendedora, destacou a falta de apoio aos empreendedores do Brasil, principalmente com o público feminino. "No Brasil, 60% das microempresas e pequenos negócios fecham em 5 anos mais ou menos. É uma estatística muito ruim", explicou.

Já Rossana Sadir, presidente da Amway Brasil, apresentou uma pesquisa que mostra o interesse das mulheres e dos jovens em empreender. Realizada pela Universidade Técnica de Munique (TUM) e validada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER), aponta que 56% dos brasileiros desejam empreender. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%.

Website: https://abevd.org.br/

 

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