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Cerca de 80% dos brasileiros sofrem com bruxismo

Diferente de ranger os dentes durante a noite, o bruxismo de vigília é caracterizado pelo habito de apertar ou encostar sutilmente os dentes ou até tensionar a mandibular de forma inconsciente durante a vigília

Muitas vezes o bruxismo de vigília é confundido com o bruxismo do sono, pois apresenta alguns sintomas parecidos, como dor de cabeça, pescoço e maxilar, dor na ATM e até zumbido. Mas, o que muita gente não sabe, é que este tipo de mal pode ser diretamente associado à ansiedade e estresse. Cerca de 80% brasileiros sofrem com este problema. As pesquisas mais recentes mostram que o bruxismo de vigília, sendo de baixa intensidade e de alta frequência está se tornando num dos grandes fatores de risco para os distúrbios orofaciais, além de causar sérias complicações.

Segundo o Dr. Alain Haggiag, cirurgião dentista e diretor clínico da LIVA, para contornar o bruxismo de vigília é preciso entender o que é a doença e como tratá-la da melhor maneira. "Uma das características mais importantes do bruxismo de vigília é que este comportamento é quase sempre inconsciente; o paciente não percebe que está apertando os dentes ou contraindo a musculatura da face e da cabeça" explica o especialista.

Bruxismo de Vigília

Normalmente a pessoa permanece por períodos longos apertando ou encostando os dentes, principalmente em momentos de tensão, estresse ou até mesmo quando está concentrada lendo um livro, estudando, usando o computador ou assistindo TV. "O bruxismo em vigília pode aparecer como efeito colateral de algumas medicações, sobretudo medicações utilizadas no tratamento da ansiedade; ou em usuário de drogas como a cocaína, por exemplo" exalta Dr. Haggiag. Pacientes que sofrem de alterações neurológicas (paralisia cerebral, Parkinson) podem apresentar também um bruxismo secundário.

Ao forçar o movimento de apertar e encostar os dentes, a articulação recebe uma carga maior do que pode suportar. Nesse momento podem surgir dores na ATM, estalidos ao abrir a boca e dificuldade em mastigar. 

Bruxismo de sono

De acordo com o cirurgião dentista, "o bruxismo do sono está cada vez mais “em baixa” e perdendo o seu posto de “grande vilão” para o Bruxismo de vigília, porém pela sua característica de rangimento de alta intensidade e baixa frequência, pode levar a desgaste e até fraturas das estruturas dentárias, mas dificilmente provocará, sozinho, dores na cabeça e na face". 

Diagnóstico

Muitas pessoas podem demorar anos para ter um diagnóstico preciso de bruxismo de vigília. Por isso é muito importante relatar ao seu dentista se sofre de dor na região das têmporas e da face e também sobre hábitos que parecem não ter relação, como roer unhas, mascar chicletes e morder canetas e é claro, se mantém os dentes encostados durante o dia. Observações clínicas sugerem que, no mesmo indivíduo, o tempo “encostando” os dentes durante o dia é consideravelmente maior que o tempo rangendo os dentes durante o sono.

Tratamento

A distância ideal entre os incisivos maxilares e mandibulares, na posição vertical varia normalmente de 1 a 4 milímetros. É uma posição em que os músculos elevadores e depressores da mandíbula estão em repouso. Nesta posição as dores musculares, cefaleia e tensão tendem a diminuir. "Este contato dos dentes de forma não funcional leva a um aumento da atividade muscular, provocando hipertonia e consequente mialgia, um dos principais fatores de Dor Orofacial" relata Dr. Alain Haggiag.

Em relação ao controle do bruxismo de vigília, a técnica LIVA, utilizando a placa DIVA é o novo conceito de biofeedback, e mostra a grande eficácia na reversão destes hábitos parafuncionais apontados cada vez mais como grande fator de risco na gênese e manutenção das dores crônicas orofaciais.

Quem tem bruxismo noturno, pode procurar um dentista para colocar uma placa de relaxamento muscular e de proteção dental. Em relação ao bruxismo de vigília, se estiver associado à cefaleias tensionas, distúrbios da ATM e zumbidos, a intervenção clínica é de extrema importância.

O Dr. Alain Haggiag,  indica um tratamento que compreende terapia cognitiva comportamental (com técnicas de reversão de hábitos), terapias físicas (fisioterapia, termoterapia,) e as técnicas de biofeedback, cada vez mais eficientes. “Após longos e frutíferos anos de pesquisas, iniciadas na Universidade de Paris em 2004 e complementadas na Faculdade de Odontologia da USP e no Hospital das Clinicas da Faculdade de medicina da USP, desenvolvi um tratamento absolutamente inovador para o controle destes distúrbios. É um tratamento reversível, não invasivo, que não requer o uso de nenhuma substância química e que, por consequência, não apresenta praticamente nenhuma contra indicação”, acrescenta o Dr. Haggiag.

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