Em negocios / noticias-corporativas

Longevidade: como melhores práticas de cuidados na terceira idade tanto do setor público quanto no privado podem melhorar a expectativa de vida dos idosos

Políticas públicas de países que são referência em cuidados para os idosos e suas melhores práticas e cuidados essenciais que o setor privado pode oferecer e que aumenta a longevidade de pessoas na terceira idade, principalmente atuando com uma equipe multidisciplinar podem melhorar muito a vida das pessoas acima dos 65 anos.

A expectativa de vida no Brasil aumentou mais de 30 anos, por isso primeiramente vamos alinhar qual o público que consideramos parte da “terceira idade”. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é considerado idoso aquele que tem 60 ou mais anos de idade. Nos países desenvolvidos, a idade se estende para 65 anos. No Brasil o crescimento da população idosa tem aumentado de forma progressiva e a estimativa para 2020, poderá exceder os 30 milhões. Segundo Melina Castilho Primo Probaos, sócia-proprietária da Home Angels (Unidade Vila Andrade) “Isso evidentemente serve de justificativa para o aumento da demanda de políticas pública e de profissionais especializados nessa idade que temos visto ao longo dos últimos cinco ou seis anos”. 

Até 2050, espera-se que esta população idosa aumente e chegue a 2,02 bilhões. Estes números foram revelados pelo?Global AgeWatch Index 2014, uma das maiores empresas de pesquisa especializada no monitoramento da população de?terceira idade?ao redor do mundo. Com isso, buscamos referências pelo planeta que melhor tratam os seus velhinhos e o que esses países fazem de diferente em dois aspectos, o primeiro abordaremos políticas públicas que são exemplo para o mundo e o segundo tópico abordaremos cuidados essenciais que o setor privado oferece que aumenta a longevidade do time da terceira idade.  

 

Políticas públicas de dois países que são referência em cuidados para os idosos e suas melhores práticas: 

Melina Castilho Primo Probaos, sócia-proprietária da Home Angels (Unidade Vila Andrade) conta que a necessidade de adaptar o sistema de saúde ao rápido envelhecimento da população não é exclusividade do Brasil. Diversos países da América do Sul enfrentam hoje os mesmos problemas que nações desenvolvidas da Europa encaram há décadas. Mas encontrar soluções é um desafio na qual o Chile e a Holanda têm conquistado bons resultados. 

A ex-diretora do Centro de Políticas Públicas para Idosos do Chile e Relatora Especial de Direitos dos Idosos da Organização das Nações Unidas (ONU), Rosa Kornfeld explica que “A mudança no perfil demográfico e epidemiológico transformou as prioridades para a saúde” do Chile, apontado como o melhor país sul americano em serviços de saúde pela revista britânica?The Lancet, o Chile decidiu concentrar esforços na prevenção precoce e no diagnóstico de doenças associadas à idade - 88% dos idosos usam o serviço público no país.  

O Chile possui um programa Nacional para a Saúde dos Idosos que começa a cuidar dos chilenos antes mesmo de eles chegarem à terceira idade. Os adultos que quiserem ter acesso à atenção básica precisam passar por exames de medicina preventiva. Com isso, esses exames auxiliam na criação de um plano quase personalizado de atenção integral para cada pessoa. Esse programa atrelado aos projetos inclui ainda iniciativas para melhorar a alimentação da população, em especial os idosos. Para aqueles com deficiências funcionais, o governo provê também locais de longa estada, onde recebem assistência para realizar tarefas triviais. 

Analisando uma referência para países desenvolvidos. O sistema de saúde da Holanda foi eleito o melhor da Europa pela sexta vez no ano passado, em ranking do?Euro Health Consumer Index. A situação atual, no entanto, é bem diferente da que os holandeses viviam até o início dos anos 2000. Isso porque o grande salto de qualidade no atendimento só ocorreu a partir de 2006, quando o governo tomou a decisão de transformar o sistema em uma parceria público-privada.? 

Seguradoras passaram a oferecer planos de saúde à população, ficando a administração responsável por regulamentar e fiscalizar as empresas. “O poder executivo define o pacote básico que a empresa deve oferecer, garantindo acesso aos mesmos serviços com a mesma qualidade”, além disso holandês paga, em média, US$ 114 mensais pelo plano, ajustado de acordo com o poder aquisitivo de cada cidadão. Quem ganha menos, inclusive os idosos, pode ter até 90% dessa quantia subsidiada pelo governo. Para efeito de comparação a Holanda gasta aproximadamente US$ 5.200 anuais por pessoa no sistema de saúde, o Chile aumentou em 20% os gastos com saúde, chegando a investir US$ 1.700 por pessoa em 2015 e no Brasil, o valor per capita anual não ultrapassa de US$ 1.318. 

O país ainda desenvolve projetos específicos para a terceira idade. É o caso do?Buurtzorg?(Cuidado de Bairro), que leva enfermeiros às localidades onde os idosos vivem. Assim, eles não precisam se deslocar ao hospital com tanta frequência. Contudo um modelo parecido, voltado a manter a autonomia dos mais velhos, a chamada Vila da Demência é formada por condomínios adaptados, onde pessoas com doenças degenerativas podem realizar com mais tranquilidade atividades cotidianas, como ir ao supermercado, andar na rua, etc. diz o diretor executivo do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação do Consulado Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo, Nico Schiettekatte. 

 

Cuidados essenciais que o setor privado pode oferecer que aumenta a longevidade de pessoas na terceira idade, principalmente atuando com uma equipe multidisciplinar, segundo Melina Primo: 

 

  • Acompanhamento Terapêutico - é um trabalho clínico que visa promover a autonomia e a reinserção social, bem como uma melhora na organização subjetiva do paciente, por meio da ampliação da circulação e da apropriação de espaços públicos e privados. O AT é indicado para aqueles que se encontram em uma situação de sofrimento psíquico intenso, por vezes em condição de isolamento e com grandes dificuldades para conduzir sua vida e seus projetos. É um recurso utilizado tanto em estados de crise aguda, como em períodos crônicos de angústia, depressão e estagnação. O trabalho clínico se desenvolve através de encontros com o paciente cujo campo de ação é o cotidiano dos indivíduos acompanhados e um fazer em comum, por meio do qual o paciente pode encontrar uma maneira de conduzir sua vida de forma mais autônoma; 

 

  • Fisioterapia - A propensão a adquirirem algumas patologias que ocorrem com o passar dos anos aumenta, tais como osteoporose (enfraquecimento dos ossos), artroses (degeneração articular), incontinência urinária, diabetes, hipertensão arterial; o que pode ocasionar problemas de coração e AVC (Acidente Vascular Cerebral, mais conhecido como “derrame”). Por isso, a fisioterapia atua tanto na prevenção quanto na recuperação destas patologias através de um programa especializado conforme a individualidade de cada caso, através da fisioterapia motora, respiratória e neurológica. 

 

  • Fonoaudiologia - O início efetivo do envelhecimento vocal, no entanto, varia de acordo com cada pessoa e suas características. O acompanhamento de um profissional nessa fase da vida pode evitar ou reverter muitos desses distúrbios e problemas, promovendo bem-estar e qualidade de vida mais efetivos para a vida da pessoa. Procura melhorar a qualidade de vida do paciente em temas como: Envelhecimento da voz, Envelhecimento do aparelho auditivo, Dificuldade de engolir os alimentos, Distúrbios da motricidade oral e demais patologias que impactam a mobilidade e fala como doenças de Alzheimer, AVCs e Parkinson. 

 

  • Terapia Ocupacional - terapeutas que avaliam os componentes do sistema motor e cognitivo, para que se consiga identificar as dificuldades e traçar um plano de tratamento adequado.? 

 

  • Nutrição - nutricionistas que podem orientar pacientes incapacitados de se alimentar por via oral e necessitam de intervenção nutricional, que inclui suplementos, dietas ou terapias específicas de nutrição enteral ou parenteral. 

 

  • Cuidadores de Idosos - são profissionais capacitados para atender às necessidades dele em sua própria residência, sem privá-lo do ambiente familiar e da sua rotina diária.?Desse modo, o Cuidador faz para o idoso apenas o que o mesmo não consegue realizar sozinho e incentiva atividades adequadas à sua capacidade atual, mas também está junto quando a limitação é grande, preservando a dignidade do assistido.?A seguir, Melina relaciona algumas dicas de como escolher os cuidadores certos para seu familiar: 

 

  • Dê preferência a empresas especializadas ao invés de cuidadores particulares, pois elas poderão lhe oferecer respaldo na ausência de um cuidador por problemas médicos, além de terem responsabilidade trabalhista e a segurança de serem profissionais que de fato tem experiência para atender a sua necessidade;

 

  • Cada família necessita avaliar o cuidador certo para sua residência. Ainda que o profissional seja comprovadamente certificado, isso não necessariamente significa que ele será a melhor pessoa para lhe apoiar. Os cuidados necessários com um idoso – como locomoção e movimentação – requer que o cuidador tenha características e técnicas específicas, e a não verificação dessas características poderá causar problemas de saúde ao cuidador e inclusive ocasionar processos trabalhistas à família; 

 

  • É importante que a empresa contratada realize supervisões na residência do assistido de maneira frequente, para garantir que os cuidados estejam sendo executados e que os treinamentos sejam constantes na casa do idoso; 

 

  • Empresas administradas por profissionais de saúde possuem o diferencial de oferecer treinamento, orientação, técnicas e supervisão correta à família e aos assistidos. Uma orientação correta em um momento crítico pode inclusive salvar a vida do paciente. 

 

Esses cuidados são fundamentais, pois trata-se de cuidados com as pessoas que mais amamos e por isso todo o cuidado é redobrado.    

 

Melina Castilho Primo Probaos é sócia-proprietária da Home Angels – Vila Andrade com formação em enfermagem, formada há 15 anos pela Faculdade de enfermagem do Hospital Albert Einstein, onde também possui pós-graduação em Saúde da família e Comunidade. Trabalhou em Hospitais e no Programa Saúde da Família (uma parceria do Albert Einstein com a Prefeitura de São Paulo) por 9 anos e possui premiação emitida pela Sanofi em 2015, publicado na revista Melhores Práticas em Saúde. Escolheu atuar junto à terceira idade por um motivo pessoal: os problemas de saúde vividos pelos seus avós a incentivaram a trabalhar com humanização e excelência com aqueles que necessitam de cuidados especiais. A Home Angels – Vila Andrade facilita a rotina de vida dos seus clientes. Faz supervisão e gestão dos cuidadores para garantir a qualidade adequada do atendimento para o assistido e familiares.

Website: http://homeangels.com.br/sp-vilaandrade/

 

Contato