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Classe C mais ‘consciente’ faz empresas desenvolverem soluções completas e acessíveis

Colina dos Ipês, Giuliana Flores e Acesso são exemplos de marcas que trabalham com produtos e serviços exclusivos para essa parcela da população

A Classe C foi a grande protagonista do período de crescimento econômico no país entre 2004 e 2014. A ascensão de famílias a esta nova categoria colocou 58% da população na chamava "nova classe média". Com a crise nos últimos três anos, o consumo pode ter estagnado, mas também deixou os cidadãos mais exigentes na busca por produtos e serviços.

De acordo com o levantamento da consultoria A Ponte Estratégia, 61% dos consumidores brasileiros da Classe C confirmaram que estão mais conscientes após enfrentarem a recessão econômica nos últimos anos. Isso faz, por exemplo, que 65,2% aprendessem a economizar e 25,8% a reclamar pelos seus direitos.

Hoje, as pessoas estão mais atentas às promoções, exigem produtos e serviços melhores e completos, com qualidade e preço acessível, as empresas que desejam fisgar esse público precisa se desdobrar para atender suas demandas.

"O consumidor da classe C é consciente e sabe o que quer. Hoje ele pesquisa, compara, analisa e escolhe a empresa pelo preço e também pela qualidade na prestação do serviço, atendimento e demais vantagens que conseguir. É um público importante e que impacta diretamente no negócio", explica João Paulo Magalhães, Diretor Comercial do Cemitério Colina dos Ipês.

A empresa, aliás, precisa driblar outra questão para atender os consumidores da classe média: o tabu que ainda existe em torno do luto. Para isso, desenvolveu a ideia de deathcare, oferecendo assistência humanizada e de qualidade às famílias em um momento tão difícil como esse.

O Cemitério Colina dos Ipês, localizado em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, possui planos funerários específicos para a classe C, com valores a partir de R$ 55 mensais e que atendem até dez pessoas. O público-alvo é principalmente os moradores do munícipio e Zona Leste de São Paulo.

A estratégia está dando resultados. A estimativa de faturamento é de R$ 8 milhões até o fim de 2018, registrando um crescimento médio de 20% ao ano. Atualmente, existem mais de 12 mil contratos ativos e 70 funcionários.

Giuliana Flores possui marca voltada à classe C
Quem também está de olho nos consumidores mais conscientes da classe C é a Giuliana Flores, maior e-commerce de flores e presentes do país. A empresa possui uma marca com foco maior em atender os integrantes desta faixa econômica, oferecendo produtos com preço mais em conta.

A Nova Flor nasceu em 2005 e segue a mesma dinâmica da marca mais famosa, que atende majoritariamente os integrantes das classes A e B. Ela oferece arranjos, flores e cestas de presentes, mas com valores bem mais baratos e com condições mais vantajosas para o pagamento. "A marca nasceu para atender justamente o consumidor da classe C, que possui características e particularidades diferentes. Nossos produtos e serviços visam atender a demanda por preço e qualidade que as pessoas exigem das empresas", afirma Clovis Souza, fundador da Giuliana Flores.

Cartão pré-pago da Acesso
Em 2017, o volume transacionado por cartões pré-pagos foi de R$ 6,6 bilhões, um crescimento de quase 70%, de acordo com a Abecs (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). Esse número foi obtido graças à utilização do meio de pagamento pela classe média brasileira.

É um dos públicos-alvo da Acesso, especializada em soluções de pagamentos. A empresa nasceu em 2010 para oferecer serviços que atendessem pessoas que não possuíam conta em banco. Ele garante controle dos gastos e liberdade no momento da compra. É possível adquiri-lo e ativá-lo de forma online.

"O aumento do consumo e da consciência da classe C fez com que este grupo demandasse novas soluções de pagamento, para adquirir diferentes produtos e serviços. É preciso estar atento à movimentação do mercado para identificar novos métodos que facilitam a vida das pessoas", comenta Paulo Kulikovsky, CEO da Acesso.


 

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