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Aumento do número de fintechs no país impactará PMEs muito além da tecnologia

Mapa do crescimento do setor e desafio de banco estatal mostra cenário promissor aos micro e pequenos empreendedores com facilitação ao acesso ao crédito e melhora na gestão dos pequenos negócios

O uso da tecnologia está transformando todas as áreas do conhecimento, impactando diversos setores da sociedade devido ao impacto gerado além das questões técnicas. Um exemplo é o setor financeiro, com o crescimento das chamadas fintechs, empresas de tecnologia voltadas ao setor, que fomentará e facilitará o acesso ao crédito, bem como a transformação na gestão dos pequenos negócios.

De acordo com o Mapa de Fintechs – Brasil (Maio de 2018), publicado pela  Finnovation  - que fez o levantamento em conjunto com o Finnovista e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), o número de Fintechs no país subiu de 309 para 377, um aumento de 22%, mostrando que o crescimento do setor continua acelerado. No ano passado, o incremento no número de fintechs havia sido de cerca de 40%.

Entre diversas informações interessantes publicadas no mapa, chama a atenção os 28% das fintechs voltadas ao mercado B2B, visando às empresas e às instituições financeiras, compondo o movimento chamado FINTEGRATION, que são as fintechs que oferecem serviços integrados a outros sistemas existentes.

Outro indicativo da importância que o assunto está recebendo foi a realização, nesta semana, da final do Desafio BNDES Fintechs. Realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), com o objetivo de fomentar a criação de soluções inovadoras para análise de crédito, identificação de potenciais clientes, integração a plataformas digitais, avaliação de impacto, digitalização de todo o processo de concessão de crédito, blockchain e moedas digitais, prevenção de fraudes e outras ferramentas de facilitação do crédito a micro, pequenas e médias empresas. Entretanto, o banco colocou como critério mais importante na avaliação dos projetos o fomento à democratização ao crédito.

Segundo Renato Coelho, CEO da Go Credit, plataforma on-line que facilita a análise e contratação de crédito e a antecipação de recebíveis, e levou o quarto lugar no Desafio BNDES Fintechs, avalia que o crescimento desse setor impactará muito positivamente os micro e pequenos empreendedores para além da tecnologia: “O que era feito somente para grandes corporações pelos grandes bancos está acessível, mais barato e de forma muito simples às PMEs, por meio das fintechs, afetando a gestão e a sobrevivência destes empreendimentos”.

Coelho saiu do setor financeiro tendo passado anos no setor de crédito de um grande banco e queria poder oferecer soluções financeiras de forma sustentável e acessível para clientes que tinham potencial de crescimento, mas não atendiam às regras convencionais do setor. Tornou suas ideias e as de um amigo possíveis por meio da tecnologia. “Nossa fintech une diversos players como cooperativas, bancos de fomento, e tomadores de crédito. Além disso, conecta clientes âncora (médias empresas) aos seus fornecedores (micro e pequenas empresas), antecipando recebíveis”. Fundada em 2011, a fintech já atendeu 4 mil clientes e transacionou mais de R$ 100 milhões.

Efeitos tecnológicos na prática

A Go Credit é uma FINTEGRATION que está oferecendo uma nova experiência em crédito, potencializando a relação comercial de ambos com um custo muito mais acessível que os bancos tradicionais. Além disso, o desenvolvimento da plataforma tem revelado o impacto da tecnologia no fazer humano mais trivial. Um exemplo prático é da Chef de cozinha Ivonete Alves das Chagas, mais conhecida como Chef Neguinha, dona de restaurantes e diversos empreendimentos gastronômicos na cidade de Guarulhos e cliente âncora da Go Credit.

Segundo a Chef, a plataforma possibilitou mais do que as questões práticas como o aumento no poder de compra, a fidelização e viabilização do fluxo de caixa de seus fornecedores, e o controle dos boletos e setor financeiro dos seus empreendimentos. Para ela, o que trouxe mais satisfação foi além da questão financeira ou tecnológica: “O mais importante nesta parceria foi eu não perder mais tempo cuidando de boletos! Me deu tempo para cuidar do que realmente gosto que é cuidar do meu cliente, desenvolver projetos para os restaurantes e projetos sociais!”.

A Chef avalia que quando o empreendedor deixa de perder tempo e energia com burocracias e preocupações lhe sobra condições para colocar a criatividade em prática: “Todo empreendedor é criativo, mas, o dia a dia massacrante não o deixa livre para criar e expandir os negócios!”, conclui Neguinha.

Website: http://www.gocredit.com.br

 

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