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Consumo de calcário mostra terra precisando de correção de acidez

Sem a correção, chamada de calagem, itens como produtividade e a lucratividade do agronegócio estão ameaçados

O Brasil bateu o recorde de consumo de calcário em 2017. Porém, os mais de 37 milhões de toneladas apontam que o produtor rural ainda busca fazer a correção de solo. Sem a correção, chamada de calagem, itens como produtividade e a lucratividade do agronegócio estão ameaçados.

A avaliação é da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal), entidade que congrega grande parte das 300 empresas do segmento. Na comparação com 2016, houve uma alta de 8,6%. A apresentação dos dados coincide com o início de algumas das principais safras agrícolas no país.

"Temos trabalhado para que a calagem amplie seu espaço no agronegócio nacional. Porém, estamos distantes dos números razoáveis, que seriam de pelo menos dobrar esse consumo", disse Oscar Alberto Raabe, presidente da Abracal.

O número recorde surpreendeu as lideranças, que apostavam na repetição de 2016 - na casa de 34 milhões de toneladas consumidas. "A agricultura de precisão tem impulsionado a aplicação. Aos poucos, o produtor vai entendendo que precisa adotar a tecnologia da correção do solo, que é barata, se quiser ampliar os resultados com a mesma área plantada", avalia Fernando Becker, diretor da Abracal.

A disseminação do Plano ABC também amplia o uso do corretivo agrícola. O plano envolve técnicas como a integração entre Lavoura, Pecuária e Floresta, além do plantio direto.

A Abracal também atua na divulgação da calagem. Os aspectos financeiros são um dos itens citados. Estudos da Embrapa mostram que o adubo, cujo preço da tonelada é bem mais caro que o calcário, tem pouco mais de 27% de reatividade em terrenos ácidos.

Hoje o Brasil aplica, em média, pouco mais de uma tonelada de calcário para cada de adubo. Deveria estar perto de 1 para 3. Na produção do corretivo por estado, Mato Grosso, Minas Geral e Paraná são os principais. Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul vêm a seguir.

"Nossa luta também impacta positivamente na sociedade. Maior produtividade significa mais empregos e renda, além de desenvolvimento para as regiões produtoras", conclui Raabe.

Consumo de calcário no Brasil

2017 - 37,5 milhões de toneladas
2016 - 34,5 milhões de toneladas
2015 - 31,8 milhões de toneladas
2014 - 36, 8 milhões de toneladas

Confira as estatísticas por estado: http://www.abracal.com.br/estatisticas

Website: http://www.abracal.com.br/

 

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