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Boom econômico na terra do Mickey: economia aquecida de Orlando atrai brasileiros

Cidade tradicionalmente vista como destino turístico é a 7ª em ranking de crescimento econômico nos Estados Unidos.

Este ano, Orlando, na Flórida, e sua região metropolitana subiram duas posições no ranking de cidades com melhores indicadores de crescimento econômico nos Estados Unidos. A cidade cravou a 7ª colocação na lista, que analisa mais de 380 localidades norte-americanas. O sucesso do indicador é ainda maior quando comparado à posição no ranking de 2015: a 28ª colocação.

O dado demonstra o enorme potencial econômico de uma cidade que, para os brasileiros, é sinônimo de entretenimento e de turismo. Orlando tem se tornado, nos últimos anos, um polo de alta tecnologia e um dos mais vibrantes ecossistemas de negócios dos Estados Unidos.

Há mais de uma década, Orlando ocupa o topo da lista de cidades globais mais visitadas por turistas do Brasil. De alguns anos para cá, porém, estas visitas vão muito além de meros passeios aos famosos parques de diversões. Muitos brasileiros têm aproveitado o estilo de vida convidativo da cidade – além, é claro, dos benefícios econômicos – para alugar casas na região, mudarem-se para lá e até mesmo abrir o próprio negócio. Motivos é que não faltam para considerar Orlando como uma "segunda casa" dos brasileiros nos Estados Unidos.


UMA ECONOMIA MOVIDA PELO TURISMO – MAS FUGINDO DELE
Ao longo das últimas décadas, Orlando tradicionalmente era vista como uma cidade movida pelo turismo. Lar de pesos-pesados do entretenimento mundial – como o Walt Disney World, o Universal Studios e o Sea World –, a cidade atraiu mais de 60 milhões de turistas apenas em 2017. Mas, nos últimos anos, a diversificação econômica trouxe investidores, empresas de grande porte e um tipo diferente de trabalhador para a "City Beautiful", como é conhecida nos EUA.

A boa colocação de Orlando no ranking de crescimento econômico é em parte explicada pelos investimentos em tecnologia de ponta. A ampliação da University of Central Florida – que atualmente abriga mais de 64 mil estudantes – ajuda a alimentar um mercado sedento por novidades. De 2015 a 2016, Orlando foi a 22ª cidade nos Estados Unidos em que mais aumentou o número de vagas de empregos tecnológicos. Além disso, em 2017, a cidade registrou um aumento de 8% no número de empregos profissionais, científicos e de alta tecnologia.

"Apesar de ser tradicionalmente reconhecida como um destino turístico, a contínua diversificação da economia metropolitana [de Orlando] auxiliará em seu crescimento no futuro", escreveram os pesquisadores do Milken Institute, organização que compilou o ranking. Conectividade, população integrada, instituições de ensino de renome mundial e custos baixos de propriedade são alguns dos fatores que tornam Orlando um local excelente para se fazer negócios nos Estados Unidos, de acordo com a pesquisa.


SENTINDO O GOSTINHO DE VIVER O "AMERICAN WAY OF LIFE"
Carros grandes a preços baixos, gasolina barata, casas espaçosas com aluguel convidativo, tecnologia, segurança, dinheiro valorizado...os atrativos do chamado "American way of life", mesmo em tempos de crise econômica, cativam brasileiros que buscam por maior estabilidade financeira e por um ambiente em que trabalhar e prosperar – pelo menos em tese – é mais fácil.

Para quem planeja mudar-se para os Estados Unidos em busca de maior qualidade de vida, cidades como Orlando oferecem atrativos adicionais à economia pujante. O clima é ameno o ano inteiro. A população, bastante miscigenada, é aberta e receptiva a estrangeiros – aliás, os brasileiros possuem inúmeras comunidades no local, o que é ótimo como suporte inicial ao imigrante que acabou de chegar. E o caldeirão cultural dessa região sul dos Estados Unidos, alegre e liberal, facilita sobremaneira a integração dos novos residentes.

"Nos últimos anos, temos visto um aumento substancial no número de brasileiros que alugam casas em Orlando para passar uma temporada", avalia o empresário Wendel Ferrari. Wendel é responsável pelo website Temporada em Orlando, uma das principais referências no mercado de aluguel de casas para brasileiros na cidade. "As casas que oferecemos – localizadas em condomínios fechados – antes eram alugadas basicamente por turistas que queriam visitar os parques de diversão da cidade", conta o empresário. "Mas temos visto cada vez mais pessoas alugando casas para terem um "gostinho" de como é morar no país".

Wendel revela que muitos clientes gostaram tanto da temporada de férias que decidiram morar lá definitivamente. "Tenho muitos amigos que eram clientes e se tornaram cidadãos norte-americanos", revela. "As possibilidades de emprego e o clima gostoso da cidade – tanto em termos meteorológicos quanto de interação entre as pessoas – deixam os brasileiros de queixo caído. É um choque perceber como é possível viver muito melhor nos Estados Unidos, mesmo com uma renda praticamente igual à que se tem no Brasil", conta o empresário.


QUEM SÃO OS BRASILEIROS QUE VIVEM EM ORLANDO
Aproximadamente 20% do 1.3 milhão de brasileiros que se mudaram para os Estados Unidos vive na Flórida – são 260 mil emigrantes residindo no "Sunshine State". As cidades preferidas de nossos conterrâneos são Miami, Fort Lauderdale, West Palm Beach e Orlando. No estado, apenas 5.7% dos brasileiros estão desempregados. A renda domiciliar média anual encontra-se perto dos 49 mil dólares, ou cerca de quatro mil dólares mensais (R$12.800,00).

A Flórida mantém uma economia aquecida nos últimos anos, com vagas de emprego para os mais diversos tipos de profissionais. Nos Estados Unidos, cerca de 70% dos imigrantes brasileiros trabalham no setor privado, mas 25% deles já atuam de maneira autônoma, fornecendo serviços ou abrindo a própria empresa. A burocracia facilitada dos Estados Unidos atrai empreendedores nacionais, que encontram um ecossistema econômico aberto a novos negócios. Não é difícil passear por ruas de Orlando, por exemplo, e se deparar com comidas tipicamente brasileiras nos restaurantes locais. A área gastronômica, por sinal, é uma das que mais empolgam o empreendedor tupiniquim.

"Conheço muitos brasileiros donos de negócios em Orlando", conta Wendel. "A facilidade de abrir empresa é muito maior do que no Brasil. E as pessoas sentem que têm maior retorno sobre o trabalho, tanto em termos financeiros quanto de qualidade de vida". Motivos mais que suficientes para tornar a cidade uma segunda casa brasileira nos EUA.

Website: http://www.temporadaemorlando.com.br

 

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