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Startup que já foi a mais promissora do mundo e sua CEO são acusadas de "fraude massiva"

Antes de todos os escândalos, a empresa chegou a receber mais de US$ 700 milhões em aportes

Theranos
(Reprodução)

SÃO PAULO – A Comissão de Segurança e Câmbio (SEC) dos Estados Unidos, cujo papel é o mesmo da CVM brasileira, acusou a falida Theranos e sua cofundadora, Elizabeth Holmes, de uma “fraude massiva”. Entre os anos de 2015 e 2016, a startup foi de uma das mais promissoras do mundo à falência total.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (14), a SEC explica que Holmes e o ex-presidente da Theranos, Ramesh Balwani, também acusado, “ganharam dinheiro através de uma fraude elaborada e de muitos anos, em que eles exageraram ou mentiram sobre a tecnologia, negócio e performance financeira da empresa”. Antes de todos os escândalos, a empresa chegou a receber mais de US$ 700 milhões em aportes.

Tanto Holmes quanto a Theranos em si decidiram colaborar com as investigações do SEC e resolver as reinvindicações contra si: Holmes vai pagar uma multa de US$ 500 mil, abrir mão de 19 milhões de ações da empresa e está barrada de ser diretora de uma empresa pública pelos próximos dez anos. Balwani, entretanto, não se pronunciou e o caso será levado à Justiça.

A acusação diz ainda que Holmes e Balwani sabiam que sua tecnologia proprietária de análise poderia realizar somente 12 dos 200 exames que oferecia, além de ter alegadamente usado maquinário de terceiros em alguns dos testes, ao invés dos seus próprios.

Com a promessa de oferecer exames de sangue mais baratos e mais eficientes, a Theranos foi considerada uma das startups mais promissoras da época, chegando a valer US$ 9 bilhões.

Em 2015, entretanto, o jornal The Wall Street Journal publicou um texto em que questionava a tecnologia e os métodos laboratoriais da empresa; desde então, a empresa teve dois anos de exames anulados, enfrentou sondas federais e foi proibida de atuar novamente no segmento da saúde.

 

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