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CEO da Latin America vê retomada do setor para 2018 e anuncia rodada de investimentos

Criada em 2009, com a aquisição da Volkswagen Caminhões e Ônibus pela MAN, empresa anunciou uma rodada de investimentos para 2018 

Volkswagen
(josefkubes / Shutterstock.com)

SÃO PAULO -  “Toda crise faz você sofrer, mas também traz aprendizados”, disse o CEO da Latin America, Roberto Cortez, em evento realizado nesta quinta-feira (7). Assertivo, o executivo do setor de caminhões e ônibus acredita que em 2018 o mercado verá uma recuperação gradual do setor se três fatores operarem em conjunto: “uma retomada da economia com a continuidade das reformas em andamento, eleições com um candidato pró-mercado e necessidade de renovação da frota.”

A companhia, criada em 2009, com a aquisição da Volkswagen Caminhões e Ônibus pela MAN, anunciou uma segunda rodada de investimentos de R$ 1,5 bilhão para 2018. O CEO está otimista com o que o próximo ano pode trazer para o Brasil.

Além disso, a expectativa é aumentar a exportação, que nesse ano chegou a 6 mil unidades, para 9 mil unidades. “ A gente enfrentou uma fase muito difícil porque dependemos do Brasil, sendo nosso principal mercado. Considerando isso, vamos aumentar nossas exportações e internacionalização em 2018”, afirmou o executivo. África e Oriente Médio são alvos,  com países como Nigéria e Arábia Saudita.

“Voltamos ao século passado”, afirmou Cortez. Isso porque, considerando volume de produção de caminhões, em 2017 a projeção é de 50.500 unidades, e em 1999 foram 50.665 unidades produzidas.

O executivo afirmou ainda que os caminhões do Brasil tem uma vida média de 17 anos, o que é muito tempo, em comparação com Alemanha e EUA, por exemplo. “Por isso, nossa frota é cerca de duas vezes mais velha”, diz.

Em relação a contratações, a empresa trouxe todos os funcionários que estavam em layoff - suspensão temporária de contratos - e hoje conta com 3.500 funcionários. A expectativa é abrir mais vagas em 2018.

 

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