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Uber abre "investigação urgente" após denúncias de assédio feitas por ex-funcionária

A engenheira Susan Fowler fez um post intitulado "Refletindo sobre um ano muito, muito estranho na Uber" 

Uber
(Divulgação )

SÃO PAULO – O CEO da Uber, Travis Kalanick, afirmou que vai lançar uma investigação interna urgente depois que uma ex-funcionária publicou um texto em seu blog pessoal explicando os motivos da sua saída da empresa. Ela conta que foi vítima de assédio sexual e discriminação de gênero.

A engenheira Susan Fowler trabalhou na empresa durante 1 ano, após sair da companhia em dezembro, neste domingo (19) fez um post intitulado "Refletindo sobre um ano muito, muito estranho na Uber”.

No texto, ela afirma que a empresa se recusou a tomar uma atitude mais concreta do que apenas emitir um aviso, depois que ela e outras funcionárias se queixaram de assédio. Além disso, ela revelou que um superior ameaçou demiti-la por trazer à tona preocupações sobre e-mails sexistas e atitudes de colegas.

O CEO da Uber se posicionou horas depois em declaração à Reuters e afirmou que o que Fowler descreveu “é repugnante e contra tudo que a Uber defende e acredita". E assim, anunciou “uma investigação interna urgente mediante essas acusações” e disse ainda que não foi informado sobre o que estava acontecendo.

"Nós procuramos fazer da Uber um local de trabalho justo e não pode existir espaço para esse tipo de comportamento - e qualquer um que se comporte assim ou que pense que está tudo bem será demitido", disse Kalanick.

Arianna Huffington, que se juntou ao conselho de administração da Uber no ano passado, disse no domingo que vai trabalhar na investigação sobre as alegações de Fowler. Ela fez um post em seu Twitter com seu endereço de e-mail para que qualquer pessoa possa entrar em contato diretamente com ela.

No blog, Fowler revela ainda que passou por situações sexistas logo que entrou na Uber em novembro de 2015. Segundo ela, seu gerente começou uma conversa sobre o relacionamento aberto que tinha e que estava buscando novas parceiras. Ela diz que relatou ao RH da empresa, mas nada mudou. "Eles disseram que não se sentiriam confortáveis fazendo algo concreto, a não ser uma advertência e uma conversa severa", conta.

 

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