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Taxa de vacância em prédios corporativos no Rio de Janeiro cai 55% em 2012

A diminuição da vacância se deve aos principais eventos sediados na capital carioca, que atraíram investidores de todo o mundo

morros Rio de Janeiro
(Getty Images)

SÃO PAULO - A taxa de vacância (relação entre o volume de imóveis disponíveis e o volume total existente) de edifícios comerciais na cidade do Rio de Janeiro registrou queda de 55%, passando de 11%, em 2011, para 5% em 2012. É o que revela um levantamento realizado pela Herzog Imóveis Industriais e Comerciais – empresa especializada na administração e comercialização de empreendimentos.

Segundo o estudo, a diminuição da vacância se deve aos principais eventos sediados na capital carioca, como a Copa das Confederações, Jornada Mundial da Juventude e Copa do Mundo, no ano que vem. Tais eventos atraíram investidores de todo o mundo.

Em 2012, o Rio de Janeiro recebeu 130 mil metros quadrados em novos prédios corporativos de alto padrão, elevando o estoque total, que inclui empreendimentos de perfil B e C, para aproximadamente 5.930.000 metros quadrados. Com a chegada dos novos edifícios, o estoque de empreendimentos de perfil A e AA, que correspondem a prédios modernos, chegou a 1.178.000 metros quadrados no ano passado.

“Esses projetos são preferidos por empresas que buscam se instalar na cidade, pois atendem a uma série de especificações como sistema de ar condicionando central, malha de piso, sistema de segurança contra incêndio eficiente e acabamentos externos e internos de qualidade”, analisou o estudo.

A previsão da Herzog é que até o final de 2013, a cidade receba mais 110 mil metros quadrados em empreendimentos de alto padrão, sem contabilizar o projeto Porto Maravilha.

Preços do aluguel
Os valores cobrados para locação no Rio de Janeiro se mantiveram altos em 2012, alcançando preços mensais que variaram de R$ 100 por metro quadrado (na Barra da Tijuca) a R$ 260 por metro quadrado (Leblon/Ipanema).

De acordo com o levantamento da Herzog, os locais com custos mais altos para as empresas são Copacabana, Leblon, Ipanema, Botafogo e regiões centrais. “A expectativa é que esses valores cresçam em um ritmo menor e se estabilizem ao longo deste ano, em razão da entrega de novos empreendimentos”, prevê a diretora de serviços corporativos da organização, Simone Santos.

 

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