Em negocios

Confiança dos empresários do comércio diminui em janeiro

Em janeiro, o indicador ficou em 144 pontos, o que representa uma queda de 5,1% frente a dezembro do ano passado

Confiança do consumidor - negativo
(Getty Images)

SÃO PAULO - Os empresários do comércio paulistano começaram 2013 menos confiantes. É o que revela o ICEC (Índice de Confiança do Empresário do Comércio) divulgado pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) nesta terça-feira (5).

Em janeiro, o indicador ficou em 144 pontos, o que representa uma queda de 5,1% frente a dezembro do ano passado. Vale destacar que o indicador varia de 0 a 200 pontos, sendo que acima de 100 denota otimismo.

A Assessoria Técnica da Fecomercio explica a queda do ICEC demonstra que, em termos gerais, os empresários estão mais cautelosos, uma vez que o início deste ano apresenta um quadro bem diferente do observado em janeiro de 2012.

“Naquele mês havia a nítida intenção do governo em estimular o consumo interno para evitar a desaceleração financeira. Neste ano, o empresariado do comércio sabe que os estímulos não continuarão, o que deve causar um arrefecimento do consumo de bens duráveis e, consequentemente, consolidar um panorama menos positivo nos primeiros meses de 2013”.

Subíndices
O ICEC é composto por alguns subíndices. O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) teve declínio de 8,8% (102,1 pontos) e o Índice de Expectativa dos Empresários do Comércio (IEEC) apontou queda de 7,1% (141,5 pontos). A influência positiva ficou por conta do Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), que registrou avanço de 2,2% em relação a dezembro, porém ainda dentro da zona de pessimismo com 98,4 pontos.

O IIEC no mês foi influenciado pelo quesito contratação de funcionários, que registrou expressiva retração de 18,8%. A categoria também foi puxada pela redução de 2,4% nos níveis de investimento das empresas.

Em relação ao IEEC, todos os quesitos que integram o subíndice assinalaram percepções menos otimistas no primeiro mês do ano. Porém, a maior baixa apurada foi de 8,2% em relação às expectativas dos empresários em relação à economia brasileira.

Por fim, o ICAEC foi influenciado positivamente pelo avanço de 3,7% na percepção dos comerciantes no que tange as condições atuais do próprio setor, bem como na alta de 3,2% na avaliação do cenário econômico.

 

Contato