Solução à vista?

Maior operadora de cruzeiros do mundo vende navios para amenizar perdas de US$ 250 milhões por mês

A companhia relatou um prejuízo de US$ 4,4 bilhões no segundo trimestre de 2020 e, por isso, acelerou a venda de parte de suas embarcações

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SÃO PAULO – A Carnival, maior operadora de cruzeiros do mundo, anunciou que planeja vender seis de seus navios para amenizar as perdas causadas pela crise do novo coronavírus.

A companhia relatou um prejuízo de US$ 4,4 bilhões no segundo trimestre de 2020 e, por isso, anunciou na última quinta-feira (18) que estava “acelerando” seu processo de vendas dos navios para equilibrar as contas. Entretanto, a empresa não revelou quanto vai cobrar por cada embarcação.

Segundo dados da Carnival, a administração e a manutenção de navios atracados custam à empresa cerca de US$ 250 milhões por mês.

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Depois de divulgar os balanços, a Carnival ainda afirmou que a o cenário do turismo marítimo segue incerto e diz não saber quando a situação deve se estabilizar ou voltar ao normal. Por conta dessas incertezas, a companhia declarou não ter uma previsão de quando recuperará suas receitas.

“Quanto mais longa for a pausa nas operações com hóspedes, maior será o impacto na liquidez e na posição financeira da empresa”, afirmou a companhia em seu último relatório financeiro.

Embora a Carnival tenha oferecido aos seus clientes a chance de remarcarem suas reservas para uma data futura, metade deles solicitou um reembolso em dinheiro, de acordo com informações da empresa.

A companhia ainda acrescentou que, embora a demanda tenha mostrado alguns sinais de melhora nas últimas semanas, o número de novas reservas feitas em maio para cruzeiros em 2021 caíram em comparação com o ano passado.

Com o avanço do coronavírus pelo mundo, o setor de turismo marítimo entrou em colapso total, principalmente depois que muitos navios – incluindo alguns pertencentes à Princess Cruises, da Carnival – tiveram infectados a bordo, se tornaram grandes focos de contaminação e foram obrigados a realizar uma quarentena forçada em diversos portos pelo planeta.

Ainda segundo a companhia, globalmente, existem cerca de 21 mil funcionários presos em 49 navios diferentes que ainda não conseguiram atracar devido a restrições governamentais de diversas nações diferentes.

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