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TIM: ao fugir da guerra de preços, a empresa teve lucro recorde e foi escolhida a melhor da Bolsa no setor de telecom

A companhia foi o destaque do setor de telecomunicações no ranking feito pelo InfoMoney em parceria com o Ibmec e a Economatica

Loja da TIM
(Zeca Caldeira)

SÃO PAULO - A operadora de telefonia TIM deixou para trás um passado de guerra de preços e embate com reguladores para se tornar uma empresa lucrativa e preocupada com a qualidade dos serviços que oferece.

“Investimos em atributos de diferenciação baseados na melhoria de qualidade e inovação de forma que os clientes percebessem o valor do que estávamos oferecendo”, diz Adrian Calaza, diretor de relações com investidores e Chief Financial Officer da TIM Brasil.

A TIM foi classificada como a melhor empresa do setor de telecomunicações e tecnologia no ranking Melhores Empresas da Bolsa, feito pelo InfoMoney em parceria com o Ibmec e a Economatica. O ranking analisou diferentes indicadores das companhias abertas em três anos, de 2016 a 2018 (confira as demais vencedoras e a metodologia).

Antes de se reorganizar, a operadora vinha de anos difíceis, afetada pela redução no número de linhas no mercado como um todo e queda na qualidade dos seus serviços. A Anatel chegou a proibir a companhia de vender novos chips avaliando critérios como número de chamadas completadas; em quantas a linha cai; e a quantidade de reclamações dos consumidores que não são resolvidas.

A estratégia da companhia para deixar esse passado complicado para trás foi manter os investimentos em infraestrutura, mesmo em meio a um cenário de baixo crescimento econômico e desemprego elevado, e ao mesmo tempo reforçar a oferta de produtos de maior valor agregado.

Os aportes levaram a TIM à liderança na oferta de cobertura 4G e permitiram a atuação em novas linhas de negócios como a banda larga em fibra ótica. Já a oferta de serviços de maior valor, com crescimento na base de clientes pós-pagos, permitiu que a TIM fugisse da guerra de preços que, muitas vezes, compromete a rentabilidade. No ano passado, o total de clientes pós-pagos da TIM aumentou 13,7%, alcançando 36,2% da base total.

Além disso, a empresa buscou fomentar a demanda por serviços que os clientes percebiam como tendo grande valor e que eram difíceis de parar de usar, mesmo na crise econômica, como acesso à internet e redes sociais. O lançamento de ofertas como TIM Black e TIM Controle, da TIM Live (a banda larga em fibra ótica da operadora) e as parcerias feitas com Netflix e Facebook contribuíram para o desempenho.

Os números do balanço refletem a estratégia exitosa. O lucro, que havia caído 40% em 2016, aumentou 64,5% em 2017 e mais 26,6% no ano passado. Além disso, o maior ebtida da história da Tim foi alcançado em 2018, de R$ 6,56 bilhões.

O nível de investimento em infraestrutura, o Capex, tem sido mantido nos últimos anos perto de 25% da receita, que fechou 2018 em R$ 17 bilhões. No ano passado, foram investidos R$ 4 bilhões, o equivalente a 23% da receita líquida; 85% dos recursos foram aportados em infraestrutura.

Além disso, iniciativas de redução de custo, com maior digitalização de processos, levaram a uma economia de R$ 1 bilhão em três anos. “A combinação de todos estes movimentos não somente possibilitou à TIM desviar dos percalços do ambiente macroeconômico como construiu os alicerces para um crescimento sustentável no longo prazo”, afirma Calaza.

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