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Crise do Boeing 737 Max já custou US$ 8,4 bilhões à empresa

Fabricante de aeronaves publicou números preliminares a respeito do modelo, que segue proibido de voar 

boeing 737 max
(Shutterstock)

SÃO PAULO – A crise do Boeing 737 Max, impedido de voar desde março após duas quedas matarem 346 pessoas, já custou US$ 8,4 bilhões à fabricante de aeronaves. Os números têm como base um comunicado publicado pela empresa na semana passada. 

No documento, a empresa reconheceu os impactos no balanço do segundo trimestre e lembrou que “concessões e outras considerações devem impactar ao longo de vários anos e tomar várias formas em valor econômico”.

O valor total é dividido em algumas frentes. A mais significativa é a de reembolso a passageiros que voariam nas aeronaves que já pertencem a companhias aéreas. Espera-se um impacto de US$ 5,6 bilhões na receita e ganhos antes de impostos em decorrência de reembolsos.

Também há perdas relacionadas aos aviões que não foram entregues. Desde 13 de março, nenhum 737 Max saiu da garagem da Boeing para as das companhias parcerias. O custo estimado pela fabricação desses jatos no trimestre aumentou em US$ 1,7 bilhão, de acordo com o comunicado, “devido a custos mais altos associados a uma redução maior que o esperado na taxa de produção”.

No trimestre anterior, os custos nessa mesma frente foram de US$ 1 bilhão, totalizando, portanto, US$ 2,7 bilhões até o momento.

Por fim, a empresa criou um fundo de US$ 100 milhões para os familiares das vítimas das quedas nos voos da Ethiopian Airlines e da Lion Air.

O presidente da Boeing, Dennis Muilenburg, disse em nota que está focado em retomar os serviços com o 737 Max. “Este é um momento definitivo para a Boeing. Nada é mais importante para nós do que a segurança das tripulações e passageiros que voam nos nossos aviões. O ‘grounding’ do Max representa adversidades significativas e o impacto financeiro reconhecido neste trimestre reflete os desafios atuais e ajudam a entender os riscos financeiros futuros”, escreveu o executivo.

A Boeing desenvolveu uma atualização para o sistema de bordo considerado responsável pelas quedas das aeronaves e agora trabalha junto à Federal Aviation Administration nos EUA para retomar os voos. A empresa diz esperar que os trabalhos sejam retomados ainda no último trimestre desse ano, mas ainda há testes a serem feitos.

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