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Funcionários da Amazon fazem greve durante o Amazon Prime Day

Grevistas dos EUA e da Alemanha visam paralisar as operações da companhia durante um dos dias mais importantes do ano em vendas

trabalhador amazon
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Nesta segunda-feira (15) a Amazon começa o seu "Amazon Prime Day" (no Brasil, Amazon Day), uma promoção em que oferece descontos agressivos nos mais variados produtos. O evento é considerado, depois da Black Friday, o mais importante do ano para a Amazon.

E é exatamente por isso que milhares de trabalhadores da companhia resolveram entrar em greve por melhores salários e condições de trabalho. Paralisações foram registradas na Alemanha e nos Estados Unidos. A Amazon emprega cerca de 600 mil pessoas ao redor do mundo.

Sete centros de distribuição da Amazon na Alemanha entraram em greve, convocados por seu principal sindicato, o Verdi, que configura-se como o mais importante do setor no país. O número total de trabalhadores que aderiam à greve ainda não foi confirmado oficialmente pela varejista. O sindicato fala em mais de 6 mil.

Essa nova greve ocorre um ano após das paralisações de Julho de 2018, onde mais de 4 mil trabalhadores da Amazon na Alemanha pararam de trabalhar.

"A Amazon oferece descontos a seus clientes em detrimento dos salários de seus próprios funcionários e ignorando as negociações coletivas", declarou à AFP Orhan Akman, um dos principais nomes do sindicato Verdi.

Em abril deste ano, representantes sindicais da Amazon de mais de 15 países se reuniram, pela primeira vez, em Berlim para coordenar a luta e organizar as revindicações contra a gigante americana do varejo.

Greve nos Estados Unidos

Trabalhadores do centro de distribuição de Shakopee, Minnesota, paralisaram as operações durante essa manhã de segunda-feira. Só nesse local trabalham aproximadamente 1500 funcionários.

Dentre as reclamações, está o fato que a varejista vem acelerando o ritmo do trabalho em detrimento da segurança dos trabalhadores. O sindicato exige maior segurança e melhor remuneração.

Alguns funcionários do centro de operações de Seattle, Chicago, aderiram à greve e se juntaram aos trabalhadores de Minnesota, de acordo com o comunicado do grupo Amazon Employees For Justice.

Sindicatos da Espanha, que aderiram à greve no ano passado, ainda não se manifestaram. A paralisação em Minnesota representa a maior greve que a Amazon já enfrentou no território americano.

As relações entre a companhia e os trabalhadores dos centros de distribuição de produtos começaram a se desgastar após inúmeras denuncias de longas e exaustivas jornadas de trabalho e salários abaixo da média.

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