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“Faço meditação todos os dias em Brasília”, afirma Salim Mattar, fundador da Localiza 

Mattar participou de painel durante a Expert XP 2019

Salim Mattar
(Divulgação/Fiesp)

SÃO PAULO - Salim Mattar tem um método para lidar com o difícil ambiente de Brasília: a meditação. “Faço todas as manhãs, para ter dias felizes”, afirma. No início deste ano o fundador da Localiza trocou Belo Horizonte por Brasília aceitando o convite do amigo Paulo Guedes para ser secretário de Privatizações do governo de Jair Bolsonaro.

Apesar de ser um “animal estranho na Esplanada”, como ele mesmo definiu, Mattar afirma que encontrou um caminho melhor do que o esperado no meio político. Tenho encontrado servidores públicos fenomenais. Trabalho com muita gente boa”, afirmou  

As declarações foram feitas durante a Expert XP 2019, um dos eventos de investimentos mais relevantes do mundo, organizado pela XP Investimentos. “Eu imaginava que na iniciativa privada eu tinha atingido o maior êxtase profissional. Quando eu vim para o governo descobri uma nova fonte de realização que só se conhece quem assume um cargo no governo com propósito”, afirmou.

O painel reuniu, além de Mattar, outros grandes nomes do empresariado brasileiro: João Appolinário, fundador da Polishop; Flávio Rocha, presidente da Riachuelo; Eduardo Mufarej, que foi sócio da Tarpon Investimentos e um dos fundadores do RenovaBR; Renato Feder, fundador da Multilaser, e Luciano Hang, presidente da Havan.

Em comum, além de serem empresários, todos eles mantém relações com mundo político. “Se o empresário ficar na zona de conforto e não ocupar o papel de interlocução com a política, ela vai ser ocupada por uma aristocracia burocrática”, afirmou Flávio Rocha, que foi candidato à presidência no ano passado.

“No poder executivo dá pra fazer muito e o impacto é muito grande”, afirma Renato Feder que, além de fundador da Multilaser é hoje secretário de educação do Paraná. 

“Entrei na política porque não queria que o Brasil virasse uma Venezuela. Em 2015 a Havan demitiu 5 mil colaboradores. Não era possível que o Brasil continuasse assim”, afirmou Hang, trajando um terno verde com gravata, tênis e lenço amarelos. “Eu tenho culpa de deixar o Brasil à deriva. Todos temos culpa. Está na hora de mudar isso”, completou.

Mattar afirmou que o Brasil tem um ministério da Fazendo comprometido com a pauta liberal depois de muitos anos. "Precisamos reduzir o Estado e permitir que a iniciativa privada floresça. Precisamos permitir que Estado sirva o cidadão e não o cidadão ao Estado", afirma.

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