Em negocios / grandes-empresas

Reguladores encontram nova falha no Boeing 737 MAX, interditado desde março

Aeronaves só poderão voar novamente após corrigido esse novo problema; não se sabe se uma atualização de software resolveria a situação

fábrica da boeing
(divulgação)

SÃO PAULO – A FAA (Federal Aviation Administration), órgão regulador do setor de aviação dos Estados Unidos, descobriu uma nova falha nas aeronaves do modelo Boeing 737 MAX, impedidas de voar desde março após dois acidentes em cinco meses. De acordo com informações da Reuters, a autorização para voos com esses aviões só virá depois que esse novo problema for corrigido.

Segundo a agência de notícias, uma simulação feita na semana passada descobriu um novo risco com o 737 MAX, e ainda não ficou claro se esse novo problema poderá ser solucionado com uma atualização de software. Talvez sejam necessárias alterações mais complexas no hardware.

A Boeing disse em diversas ocasiões que o problema no sistema de bordo apontado como a causa de dois acidentes fatais já havia sido corrigido. A fabricante de aeronaves aguardava apenas a autorização dos reguladores para colocar seu modelo mais vendido de volta no ar.

Com esse novo empecilho, não deve haver um novo voo-teste antes do dia 8 de julho, no melhor dos casos, disseram fontes da Reuters. O atraso pode ir além dessa data. Vale lembrar que, semanas atrás, a FAA chegou a dizer que o avião poderia ser autorizado a voar ainda no fim de junho.

Contexto

Os Estados Unidos e outros países, incluindo o Brasil e a China, emitiram ordens de “groundear” (manter estacionados) todos os aviões Boeing 737 MAX em seus territórios depois de um acidente em março na Etiópia que matou 346 pessoas. Foi o segundo acidente fatal com o modelo: o primeiro, em outubro, matou 189 pessoas na Indonésia.

Em ambos os casos, os pilotos encontraram dificuldades com o software MCAS, que repetidamente colocava o avião em posição de mergulho pouco após a decolagem.

Desde então, a Boeing viu suas encomendas por novas aeronaves despencarem, chegando a zero em pelo menos dois meses. Companhias aéreas e pilotos buscam indenizações com a fabricante de aeronaves pelas perdas financeiras decorrentes da proibição dos voos com os aviões. No Brasil, a única aérea que possui o Boeing 737 em sua frota é a Gol. 

Proteja seu patrimônio: invista. Abra uma conta gratuita na XP. 

 

Contato