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Mais de 400 pilotos do 737 MAX estão processando a Boeing

Ação coletiva aborda um alegado acobertamento proposital das falhas do sistema da aeronave  

boeing 737 max
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Mais de 400 pilotos que trabalharam com o Boeing 737 MAX abriram um processo contra a fabricante de aeronaves Boeing pelo que eles chamaram de um “acobertamento sem precedentes” das “conhecidas” falhas no sistema do modelo e por perdas financeiras decorrentes do fato de o avião estar impedido de voar desde março.

Na última sexta-feira (21), foi aberta uma ação coletiva estimando as perdas dos pilotos em “milhões de dólares”, ainda que não haja uma estimativa mais precisa de valor até o momento. Empresas de advocacia nos Estados Unidos e na Austrália representam os profissionais.

Os advogados disseram à imprensa norte-americana que a falha no sistema, considerada responsável por dois acidentes fatais em novembro de 2018 e março deste ano, “afeta negativamente” a renda dos pilotos e criou incertezas profissionais. Segundo eles, a ação coletiva também é uma maneira de dizer à Boeing que “seu desejo por vender mais aviões nunca mais pode impactar na segurança do setor de aviação”.

O primeiro piloto a assinar o documento, identificado apenas como Pilot X, criticou a companhia por desenhar um sistema de bordo (o chamado MCAS) baseado em apenas um sensor. Apresentado como um piloto canadense, ele não quis ser identificado por receio de “represálias da Boeing e de clientes” da fabricante de aeronaves.

A Boeing ainda não respondeu a pedidos de comentários pelos veículos de imprensa. A empresa afirma que já atualizou o sistema das aeronaves 737 MAX e aguarda apenas a liberação do governo norte-americano para retomar os voos.

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