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Venda da Liquigás avança, JBS amortiza dívida, B3 e Lojas Renner pagam proventos e outros destaques de empresas

Confira as principais notícias corporativas que devem movimentar o mercado hoje

Lojas Renner
(Divulgação)

SÃO PAULO - No Radar InfoMoney desta sexta-feira, destaque à Petrobras com início da fase vinculante de venda da Liquigás e à JBS com amortização de dívidas. Além disso, a B3 e a Lojas Renner aprovaram os pagamentos de juros sobre capital próprio. Confira essas e outras notícias corporativas.

Petrobras

A Petrobras informou nesta quinta-feira (20) o início da fase vinculante referente à venda integral das ações da Liquigás Distribuidora. Nessa etapa do projeto, explica a empresa, os interessados classificados para a fase vinculante receberão cartas-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A empresa reitera que a divulgação ao mercado está em consonância com a Sistemática para Desinvestimentos da Petrobras, que está alinhada ao regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

"Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à geração de valor para os nossos acionistas", diz a estatal em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ainda sobre o mercado de gás, o governo deve lançar nos próximos dias o programa Novo Mercado de Gás, que busca baratear o preço do gás e está inserido dentro da agenda econômica que visa ajudar na retomada da atividade econômica.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, a intenção do governo é enfrentar os monopólios que atuam há anos no setor, principalmente o das distribuidoras, nos Estados e o da Petrobras. A ideia é aumentar a concorrência em meio ao aumento da oferta, das reservas de gás que virão do pré-sal.

Vale

O jornal Valor Econômico destaca que a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de permitir a retomada das operações de processamento de minério de ferro a úmido na mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), abre novas perspectivas para a Vale. Segundo a publicação, as operações da mineradora na região devem ser retomadas entre hoje e amanhã.

Além disso, a empresa já começa a vislumbrar a possibilidade de retomada da produção em outras minas, paralisadas desde o dia 25 de janeiro, após a tragédia de Brumadinho. Desde o rompimento, a mineradora cortou em cerca de 90 milhões de toneladas sua produção em Minas Gerais. Um terço deste total, correspondia a Brucutu, que agora será retomada.

JBS

A JBS comunicou ao mercado que concluiu na quarta-feira o pagamento de R$ 2,7 bilhões (equivalentes a US$ 700 milhões) relativos à amortização de parte das dívidas reguladas pelo Acordo de Normalização e mantidas junto às instituições financeiras signatárias no Brasil. Segundo a empresa, esse pagamento reflete a estratégia “de reduzir o montante das suas dívidas que possuem garantias e consequentemente de suas despesas financeiras, além de estender o prazo médio de pagamento para 6,1 anos, melhorando, assim, o perfil de seu endividamento”.

A companhia destacou ainda que, como evento subsequente, publicado na divulgação de resultados do 1º trimestre de 2019, mencionou que pretendia amortizar no mês de maio US$ 400 milhões de dívidas reguladas pelo Acordo de Normalização. “Entretanto, a amortização ocorreu ao longo do mês de junho e o valor foi acrescido de US$ 300 milhões, sendo estes recursos adicionais provenientes de sua geração de caixa livre”, informou.

O saldo remanescente das dívidas reguladas pelo Acordo de Normalização ficou em R$ 6,3 bilhões (US$ 1,7 bilhão), com as seguintes instituições financeiras signatárias: Banco do Brasil, Banco da China, Bradesco e Santander.

“Nos termos do Acordo de Normalização, tais pagamentos autorizam a Companhia, mas não a obrigam, a realizar a extinção do Acordo de Normalização, o que poderá ser feito após negociações entre a Companhia e seus parceiros financiadores, no intuito de alongar prazos, obter taxas de juros que melhor representem sua atual solidez financeira e reduzir a parcela de garantias”, completou a empresa no comunicado ao mercado.

Eletrobras

O governo deve adiar para o próximo mês a divulgação das linhas gerais do plano de capitalização da Eletrobras, destaca o Valor. A meta do Ministério de Minas e Energia, porém, é ainda lançar em junho. Até o momento, diz a publicação, não se sabe qual será ao certo o modelo que o governo adotará para a capitalização da estatal, nem ao menos se o processo resultará na privatização da companhia.

Sabesp

A estatização da companhia de água e esgoto Sabesp deve enfrentar ainda muitos obstáculos, seja por meio da capitalização ou da venda do controle, pontua o Valor. A expectativa deste movimento já valorizou em 50% os papéis da companhia este ano. No entanto, a principal opção do mercado para o destino da Sabesp “esfriou” desde que a Medida Provisória 868 caducou, no início de junho.

B3

A B3 aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio relativos ao segundo trimestre deste ano no valor de R$ 390 milhões, equivalentes ao valor bruto de R$ 0,19046980 por ação, cujo pagamento se dará pelo valor líquido de R$ 0,16189933 por ação.

O pagamento será realizado em 17 de julho e tomará como base de cálculo a posição acionária de 25 de junho de 2019. Dessa forma, as ações passam a ser negociadas na condição de “ex” juros sobre capital próprio a partir do dia 26 de junho de 2019

Lojas Renner

A Lojas Renner aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio relativo ao exercício de 2019 no valor bruto de R$ 61,497 milhões, correspondentes a R$ 0,077650 por ação, considerando a quantidade de 791.981.194 ações ordinárias, das quais já foram excluídas as ações em tesouraria.

Segundo a empresa, farão jus aos juros os acionistas detentores de ações em 25 de junho. Dessa forma, a partir do dia seguinte as ações serão negociadas “Ex-JSCP”.

Eneva

A Eneva, antiga MPX que pertenceu ao empresário Eike Batista, informou hoje pela manhã que realizou o pagamento integral do saldo remanescente dos créditos quirografários do plano de recuperação judicial da Eneva S.A. e da Eneva Participações, homologado nos autos do processo judicial nº 0474961-48.2014.8.19.0001, pelo Juízo da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

“Com o pagamento realizado de forma antecipada e integral, a Companhia comprovará oportunamente o cumprimento do Plano de Recuperação Judicial e, ainda, requererá o arquivamento dos autos do processo de recuperação judicial”, informou o comunicado ao mercado.

Porto Seguro

A Porto Seguro informou que fará o pagamento de juros sobre o capital próprio relativos ao primeiro semestre de 2019 no montante de R$ 230,911 milhões. O valor bruto do JCP corresponde a R$ 0,714 para cada uma das ações da Companhia, desconsideradas as ações em tesouraria.

O crédito tomará a data de 25 de junho como base para o pagamento e, a partir do dia seguintem as ações serão negociadas ex-direito aos referidos JCP. A data de pagamento dos JCP será fixada na Assembleia Geral Ordinária de abril de 2020.

Marcopolo

A Marcopolo aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio exercício 2019, de R$ 0,03 por ação representativa do capital social da companhia. Os acionistas com posição até o dia 25 de junho de 2019 terão direito à remuneração. No dia seguinte, as ações passam a ser negociadas ex-juros. O pagamento do provento acontece dia 4 de outubro.

Locamerica

A companhia de locação das Américas – Locamerica – fará o pagamento de juros sobre o capital próprio em 08 de julho, no montante bruto total de R$ 39,856 milhões, equivalentes a R$ 0,2703 por ação. O pagamento do JCP tem como data-base a posição acionária de 25 de junho e, a partir do dia seguinte, as ações ficam “ex” juros.

Wiz

A corretora de seguros Wiz, que conta com 70% de sua receita atrelada à venda de apólices no balcão da Caixa, minimizou o impacto do vencimento do contrato em fevereiro de 2021. Em entrevista ao Valor, o presidente da empresa, Heverton Peixoto, diz que a companhia aposta que possa vencer a nova concorrência a ser aberta pela Caixa. Além disso, ele afirma que a companhia já trabalha com cenários alternativos de receita.

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