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Boeing detecta defeitos em peças de mais de 300 aviões 737 MAX e 737 NG

133 aeronaves do modelo 737 NG e 33 do modelo 737 MAX são afetados, segundo órgão de aviação americano  

Boeing
(Alex JW Robinson / Shutterstock.com)

SÃO PAULO – Mais de 300 aviões da Boeing dos modelos 737 NG e 737 MAX têm peças “fabricadas de maneira inadequada”, informou a fabricante de aeronaves à Administração Federal de Aeronáutica (FAA) dos Estados Unidos.

De acordo com comunicado do órgão federal, as peças danificadas são as ripas dos bordos de ataque das asas, o que prejudica as características de ascensão e a resistência durante decolagens e aterrissagens. As peças são fabricadas por um fornecedor da Boeing, disse o comunicado.

A nota diz que as peças afetadas podem ser suscetíveis a falhas ou rachaduras prematuras “como resultado do processo de fabricação inadequado”. O documento afirma que uma falha na asa não resulta na perda do avião, mas preocupa a possibilidade de uma parte falha causar danos ao avião durante um voo.

Do total de aviões prejudicados, 133 são do modelo NG e 179 são do modelo MAX, o mesmo envolvido em dois acidentes fatais recentes – ambos poucos minutos após a decolagem. O software dessa aeronave em particular foi revisado, mas o modelo ainda não foi liberado para voar na maioria dos países.  

Após o anúncio da FAA, Kevin McAllister, presidente da Boeing Commercial Airplanes, disse à imprensa que a empresa "entrou em contato com os operadores do 737 e os aconselhou a inspecionar os mecanismos das asas de certos aviões".

Dentre os principais usuários desses modelos de avião estão a Southwest Airlines, a American Airlines, a Air Canadá e a China Southern Airlines. No Brasil, a Gol tem algumas aeronaves do modelo 737 MAX, que estão proibidos de voar desde o acidente mais recente. 

Com agências internacionais. 

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