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CEO da Fiat cita transformação "dramática" ao explicar fusão com Renault

Em comunicado interno, Mike Manley diz a funcionários que as vendas da empresa combinada somarão 9 milhões de veículos e criarão sinergias de 5 bilhões de euros  

Fiat Chrysler
(Divulgação FCA)

SÃO PAULO – Mike Manley, CEO da montadora Fiat Chrysler, acredita que a indústria automotiva está passando pela “mais fundamental e dramática transformação vista em quase um século”.

A descrição é o início de um e-mail interno que o executivo enviou aos funcionários a respeito da proposta de fusão da empresa com a também fabricante de automóveis Groupe Renault.

O InfoMoney teve acesso à íntegra desse comunicado corporativo. Nele, Manley estima que o grupo automotivo criado pela fusão entre as empresas tem potencial anual de vender quase 9 milhões de veículos e se tornar líder mundial em tecnologias de veículos elétricos, marcas premium, SUVs, picapes e veículos comerciais leves.

De acordo com ele, as sinergias futuras potenciais do acordo somam 5 bilhões de euros por ano. “Os benefícios da transação proposta não estão baseados no fechamento de plantas, mas sim na habilidade da companhia combinada em investir capital de forma mais eficiente em plataformas globais de veículos, powertrains, arquiteturas e novas tecnologias”, diz a carta.

A proposta de fusão, anunciada nesta segunda-feira (27) prevê a criação de uma holding com sede na Holanda com 50% de participação para cada envolvida. Os acionistas da Renault, que incluem o governo francês, receberiam um prêmio implícito de cerca de 10%.

As negociações entre as montadoras não incluem a Nissan Motor, parceira de 20 anos da Renault, e a Mitsubishi Motors, que também faz parte da aliança. A Fiat condicionou as negociações de fusão com a Renault à não inclusão da Nissan no curto prazo, segundo fontes da Bloomberg.

Na carta aos funcionários, o CEO da FCA disse acreditar que os “de uma combinação entre Groupe Renault e FCA também se estenderão aos parceiros da Aliança”.

Juntas, as ações da Renault e da Fiat têm valor de mercado combinado de cerca de 35 bilhões de euros (US$ 39 bilhões). Em comunicado, o conselho da Renault disse que estudaria o que chamou de proposta "amigável".

Terceira maior do mundo

Fiat e a Renault fabricaram juntas cerca de 8,7 milhões de carros no ano passado, o que superaria a marca da coreana Hyundai Motor e da americana General Motors.

No entanto, o volume ainda ficaria aquém da produção das duas maiores montadoras do mundo, Volkswagen e Toyota Motor, de 10 milhões de veículos no ano passado. Mas, combinando a produção da aliança existente da Renault com a Nissan e a Mitsubishi, o total seria de mais de 15 milhões de veículos por ano.

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