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Lucro da Apple pode cair 29% com retaliação chinesa, diz Goldman

Tal restrição representaria 100% da exposição estimada dos lucros da Apple à China continental e a Hong Kong

Face ID Apple
(Shutterstock)

(Bloomberg) -- Os ganhos da Apple poderiam ser reduzidos em 29% se a China retaliasse contra os Estados Unidos, proibindo as vendas dos produtos da fabricante do iPhone, avalia o Goldman Sachs.

Embora o Goldman não tenha calculado a probabilidade de uma potencial proibição, tal restrição representaria 100% da exposição estimada dos lucros da Apple à China continental e a Hong Kong, levando em conta alguma compensação com a redução de custos em vendas e marketing, escreveram analistas como Rod Hall em relatório.

Preocupações com um impacto mais amplo da guerra comercial se intensificaram depois que o governo americano incluiu a Huawei Technologies em sua lista negra na semana passada, o que coloca um ponto de interrogação sobre as parcerias da empresa chinesa com fabricantes de chips, fornecedores de software e componentes dos EUA.

O Goldman acredita que os modems XMM mais modernos da Intel usados no iPhone sejam feitos nos EUA, enquanto os chips da série A da Apple seriam produzidos em Taiwan. Os componentes de memória e visualização também seriam fabricados fora da China.

Já o restante da cadeia de suprimentos do iPhone, em sua maior parte, está na China continental, e se o governo chinês restringisse a produção de iPhone de alguma forma, o Goldman acredita que a Apple não conseguiria deslocar um volume muito alto para outro país em curto prazo.

O Goldman, que tem recomendação neutra para as ações da Apple, reduziu o preço-alvo da empresa de US$ 184 para US$ 178, mantendo a posição da corretora como uma das mais cautelosas entre os analistas de Wall Street.

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