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Boeing disse a pilotos que segunda queda do 737 Max era improvável

Pilotos confrontaram a empresa sobre a falta de segurança da aeronave após o primeiro acidente; empresa teria passado um mês completo sem receber pedidos  

boeing 737 max
(reprodução)

SÃO PAULO – Vazou nesta semana um áudio de uma reunião entre pilotos da companhia aérea American Airlines e representantes da Boeing. O conteúdo indica que, logo após o primeiro acidente com um 737 Max no ano passado, a fabricante de aeronaves afirmou ser improvável que o sistema apresentasse a mesma falha novamente.

No áudio, obtido pela CBS News e pelo New York Times, Mike Sinnett, vice-presidente da Boeing, argumenta ser “desnecessário” fornecer aos pilotos mais informações sobre a atualização do sistema após a queda de um acidente da Lion Air que matou 189 pessoas em outubro. Segundo ele, não haveria necessidade de “sobrecarregar a tripulação” com mais informações.

“Não sei como a compreensão do sistema teria mudado o resultado disso [o acidente em outubro]. Em um milhão de milhas, você talvez pilote esse avião, e talvez uma vez você veja isso [a falha no sistema]”, disse o executivo, de acordo com a CBS.

Com a insistência dos pilotos, Sinnett disse que a empresa faria mudanças no software em cerca de seis semanas, mas não pretendia apressar as coisas.

A queda em outubro foi o primeiro de dois acidentes fatais do mesmo modelo de aeronave. Em março, um avião da Ethiopian Airlines caiu matando 157 pessoas.

A Boeing sofre consequências após os acidentes. A estimativa oficial é de que as perdas financeiras relacionadas já somem US$ 1 bilhão. De acordo com a CNN, a empresa não recebeu pedidos por aeronaves ao longo de todo o mês de abril – seja do modelo 737 Max ou de outras aeronaves.

Companhias aéreas se movimentam para solicitar indenizações à fabricante, já que o avião foi proibido de voar em vários países.  

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