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Investidores apostam US$ 768 milhões na queda da Uber

Operações de venda têm taxa relativamente tímida, entre 3% e 7%, e atingem 11,51% do volume negociado

App de caronas
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Investidores na Bolsa americana estão apostando US$ 768 milhões que as ações da Uber cairão ainda mais, divulgaram sites locais com base em dados da empresa de análise S3 Partners LLC. Isso representa cerca de 11,51% dos 21,71 milhões de papeis negociados no mercado.   

As taxas para o aluguel das ações – método utilizado para assumir posições vendidas e ganhar com a desvalorização dos papeis – estão entre 3% e 7%, de acordo com as estimativas da S3 e da IHS Markit.

Isso significa que os detentores das ações da Uber (doador) vêm exigindo dos tomadores até 7% ao ano do valor do ativo como remuneração. Essa taxa é determinada pelo próprio mercado e varia conforme acordado pelas partes. 

Se analisado o contexto, os números trazem boas notícias para a empresa de caronas.

Em primeiro lugar, a concorrente Lyft foi muito mais desacreditada pelos investidores: as operações “short” de suas ações atingem neste momento 62% do volume negociado com uma taxa de 14%. Vale lembrar que as ações já diluíram 30% desde a estreia no mercado, em março – ainda assim, quem opera prevê novas baixas.  

Os números também mostram que os investidores estão relativamente otimistas com um mercado novo, embora a Uber ainda não tenha encontrado um modelo de negócios rentável (o prejuízo em 2018 ficou na casa de US$ 3 bilhões)

É muito comum no mercado de ações que investidores apostem forte na queda de empresas novatas. O método é uma forma de lucrar com a euforia que ronda o momento do IPO. Quando as ações do Facebook estrearam, por exemplo, a taxa do aluguel chegou a 40%.

As ações da Uber tiveram ontem seu primeiro dia positivo na Bolsa de valores, com alta de 7,71%. Isso aconteceu após uma queda acumulada de 18,8% nos dois primeiros dias de negociações.

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