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Ações da Uber estreiam na bolsa de Nova York com queda de até 8,7%

O desafio da Uber agora é mostrar que o seu negócio é sustentável e pode ser lucrativo    

Uber
(Divulgação)

SÃO PAULO - As ações da Uber estrearam nesta sexta-feira (10) na Bolsa de Valores de Nova York caindo mais de 8% depois da precificação de sua abertura de capital (IPO) em US$ 45 por ação, quase a mínima prevista, que era entre US$ 44 e US$ 55. A empresa levantou US$ 8,1 bilhões por meio do IPO.

Às 13h20 (horário de Brasília), as ações da companhia caíam 2,80% cotadas a US$ 42,30. Na mínima do dia, os papéis chegaram a cair 8,76%, para US$ 41,06.  

Desafio a partir de agora

O desafio da companhia agora é mostrar que o seu negócio é sustentável e pode ser lucrativo. De acordo com a Uber, a empresa teve prejuízo de US$ 1,1 bilhão nos primeiros três meses deste ano, valor semelhante ao perdido pela rival Lyft, que teve resultado negativo de US$ 1,14 bilhão no mesmo período.  

Após uma década como empresa privada, a companhia até hoje não retornou lucros e financiou suas operações e expansão com capital de risco. Segundo o Crunchbase, desde a fundação a empresa já recebeu US$ 24 bilhões em aportes.

Recentemente, a companhia admitiu que talvez nunca seja lucrativa. “Nós esperamos que nossas despesas operacionais aumentem significativamente em um futuro previsível e nós podemos não alcançar o lucro”, reporta o documento da empresa, que teve um prejuízo de US$ 3 bilhões no ano passado.

O IPO da Uber era o mais esperado do ano. No entanto, a empresa se tornou vítima de circunstâncias além de seu controle, com o mercado americano sendo impactado por temores da guerra comercial entre os EUA e a China.

Enquanto isso, a decepcionante estreia da Lyft atrapalhou as perspectivas da Uber.

No IPO da Lyft em março, as ações abriram o pregão inicial perto de US$ 90, mas logo caíram para US $ 52,78. Nesta sexta-feira (10), suas ações atingiram um recorde de baixa, ressaltando o ceticismo dos investidores sobre como uma das empresas ganhará dinheiro no curto prazo. 

Às 13h20, os papéis da concorrente da Uber caíam 2,85%, cotados a US$ 53,60. 

Os problemas do Lyft - combinados com o fato de que praticamente nenhum dos unicórnios da tecnologia são lucrativos neste momento - estão aumentando o desafio da Uber.

*Com Agência Estado 

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