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Tim Cook alfineta Facebook e revela que Apple compra 2 empresas por mês

CEO da Apple participou da reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, no último fim de semana   

Tim Cook, CEO da Apple
(Jason Reed/Reuters)

SÃO PAULO - “Em relação a privacidade nós somos totalmente diferentes. Não temos acesso aos dados dos usuários. Nós estamos do lado dos consumidores. Cuidamos e atualizamos nossas plataformas. E nós apoiamos a neutralidade da rede”, afirmou Tim Cook, CEO da Apple, após a reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, no último fim de semana.

O comentário, feito em entrevista à CNBC, pode ser lido como uma alfinetada em outras empresas de tecnologia, algumas delas publicamente envolvidas em escândalos de privacidade - principalmente o Facebook. 

Quando o tema privacidade de dados vem à tona, Facebook vem logo em seguida, dadas as polêmicas com o vazamentos de informações pessoais dos usuários.  

Cook reafirmou que a Apple trabalha para proteger os dados dos usuários. "É fundamental pensar em proteger os dados porque trabalhamos para o consumidor. Então, se convencermos você de comprar um iPhone, vamos ganhar um pouco de dinheiro. Mas não vamos usar o usuário como produto. Para nós isso é muito importante".

Ainda, Cook diz se sentir frustrado em relação ao tratamento que as empresas de tecnologia estão recebendo. “A tecnologia é dada como monolítica. Mas ela não é. Isso seria como dizer: ‘todos os restaurantes são iguais’ ou ‘todas as redes de TV são iguais’. Você sabe, todos eles têm sua própria personalidade e características, e assim por diante”, disse o executivo.

Novas empresas a cada duas ou três semanas

Segundo Cook, em primeiro lugar, a Apple “cuida de seus funcionários e da empresa e do futuro da empresa”. E tem investido muito nos EUA e em outros países.

“Gastaremos US $ 350 bilhões nos Estados Unidos. E acabamos de fazer uma expansão em Austin, no Texas. Se tivermos dinheiro sobrando, procuramos ver o que mais podemos fazer. Nós adquirimos tudo o que precisamos que pode se encaixar e tem um propósito estratégico para isso. Assim, adquirimos uma empresa em média, a cada duas ou três semanas”, afirmou Cook.

Segundo ele, esse ritmo de aquisição é para empresas pequenas e geralmente a compra não é anunciada. “Estamos procurando principalmente talentos e propriedade intelectual. Compramos cerca de 20 a 25 empresas nos últimos seis meses. É uma questão de valores investir em nós mesmos e investir na Apple”, diz.

Tecnologia x consumo

Buffett e outros investidores enxergam a Apple como uma empresa de consumo, não como uma empresa de tecnologia - e embora Cook entenda que a empresa é de tecnologia, aprecia essa perspectiva do investidor bilionário. 

"Estamos na indústria de tecnologia, mas trabalhamos nessa interseção de tecnologia e consumo. E assim criamos produtos para as pessoas. O consumidor está no centro do que fazemos. Mas eu gosto do fato de ele [Buffett] nos olhar assim [como empresa de consumo], porque queremos que os consumidores nos olhem assim também", diz. 

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