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Revés da Vale, decisão judicial sobre cessão onerosa, resultados e outros destaques corporativos

Confira as principais notícias de empresas desta terça-feira

Plataforma Petrobras
(Shutterstock)

No Radar InfoMoney desta terça-feira, os destaques são a suspensão judicial da produção da Vale e resultados corporativos, especialmente os de Ambev e Magazine Luiza. Após o fechamento do mercado, estão previstas as publicações dos balanços de Petrobras, TIM, Iguatemi, BR Properties, Comgás, CPFL, Hermes Pardini, JHSF, Sanepar, Banco Pan e Terra Santa.

Vale

A Vale informou ontem à noite sobre a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que suspendeu os efeitos da decisão da 1ª Vara da Fazenda Federal de Belo Horizonte, de 18 de março, que autorizava a retomada das atividades da barragem de Laranjeiras e do complexo de Brucutu. “Consequentemente, as operações a úmido de Brucutu foram paralisadas, em cumprimento à referida decisão do TJMG”, informou a empresa em comunicado.

A mineradora reiterou que que a barragem de Laranjeiras e todas as demais estruturas geotécnicas de suporte à operação de Brucutu possuem Declarações de Estabilidade (DCE) positivas e vigentes, emitidas por auditores externos em março de 2019, e que está adotando as medidas cabíveis quanto à referida decisão.

A Vale reafirmou ainda sua projeção (guidance) de vendas de minério de ferro e pelotas deste ano de um intervalo entre 307 milhões de toneladas e 332 milhões de toneladas. No entanto, afirmou que a expectativa atual de que “as vendas fiquem entre o mínimo e o centro da faixa”.

Petrobras

O leilão da cessão onerosa do pré-sal vai precisar do aval do Congresso e, até que seja aprovado, a União não poderá fazer o pagamento de cerca de US$ 9 bilhões à Petrobras, por conta da revisão do contrato. A decisão é do ministro Bruno Dantas, relator do assunto no Tribunal de Contas da União (TCU), alegando que “seria inconcebível a realização” do leilão sem que esteja juridicamente resolvida a questão da forma como se dará este pagamento, afirmou em despacho. Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e de Minas e Energia, Bento Albuquerque, entregaram a documentação referente ao acordo entre União e Petrobras.

Gol e Azul

O leilão de ativos da Avianca, previsto para hoje, foi suspenso pelo desembargador Ricardo Negrão do TJSP. A decisão, liminar, atendeu a um pedido da Swissport, que tem R$ 17 milhões a receber e alega ter ocorrido manipulação no quórum da assembleia de credores que aprovou o projeto de recuperação judicial. A empresa questiona ainda o fato do leilão prever a venda de slots da Avianca, o que é proibido pela a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo a coluna do Broadcast, a Anac sinalizou que não pode fatiar as autorizações de pouso e decolagens da Avianca, como deseja a empresa. O órgão argumenta que há incapacidade de assegurar um nível aceitável de segurança aos passageiros.

A Gol anunciou ontem à noite que o tráfego no mercado doméstico em abril teve uma alta de 4,3% na demanda e de 3,6% na oferta, em comparação ao mesmo mês do ano passado. A taxa de ocupação doméstica da GOL foi 81,1%, alta de 0,5 pontos porcentuais ante abril de 2018. O volume de decolagens reduziu 0,5% e o total de assentos aumentou 2,8%, em relação a Abril de 2018. A demanda total, que considera o mercado doméstico e internacional, aumentou 7,8% em relação a abril de 2018. A oferta total cresceu 6,7% devido ao aumento de 3,8% no total de assentos e da alta de 0,7% das decolagens. A taxa de ocupação total avançou 0,8 ponto porcentual, para 80,8%.

Ambev

Agora pela manhã, a Ambev divulgou um lucro líquido ajustado de R$ 2,662 bilhões no primeiro trimestre deste ano, resultado 6,2% superior ao do mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado (sem efeitos não recorrentes) somou R$ 5,120 bilhões, uma alta de 7%. A receita líquida somou R$ 12,640 bilhões, representando uma expansão de 8,6% na comparação anual. No Brasil, o volume vendido de cerveja avançou 11,2% de janeiro a março, após dois trimestres consecutivos de queda, impulsionado pela combinação de clima favorável e Carnaval tardio. A Ambev realiza teleconferência com analistas às 12h00 para comentar os resultados.

Magazine Luiza

Já o Magazine Luiza apresentou um lucro líquido de R$ 132,1 milhões, um desempenho 10,4% inferior na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. O Ebitda subiu 31,6%, para R$ 395,4 milhões, enquanto a receita líquida avançou 19,8%, para R$ 4,329 bilhões. A empresa comenta os resultados às 11h00 durante teleconferência.

BB Seguridade

O BB Seguridade apresentou um lucro líquido de R$ 1,013 bilhão no primeiro trimestre, um incremento de 11,7% sobre o desempenho de um ano antes. Os prêmio emitidos subiram 15,4%, com destaque para alta do seguro prestamista (+82%), de vida (+9%), habitacional (+10%) e residencial (+9,6%).

AES Tietê

A AES Tietê registrou um lucro líquido de R$ 62,014 milhões no primeiro trimestre deste ano, desempenho 13,3% superior ao mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o resultado foi beneficiado pelas operações eólicas/solares e pelo balanceamento do portfólio, além da manutenção do patamar de despesas operacionais e melhor resultado financeiro. O Ebitda subiu 2,1%, para R$ 264,3 milhões, enquanto a receita subiu 16,5%, a R$ 501 milhões.

BR Distribuidora

A BR Distribuidora registrou uma alta de 93,1% no lucro líquido do primeiro trimestre, somando R$ 477 milhões. O Ebitda ajustado teve alta de 8,7%, para R$ 841 milhões, enquanto a receita recuou 0,3%, a R$ 22,432 bilhões. A BR realiza teleconferência às 12h00 com analistas e investidores para comentar os resultados.

Unidas

A Unidas teve um lucro líquido recorrente com alta de 53,3%, somando R$ 81,8 milhões no primeiro trimestre. O Ebitda recorrente somou R$ 290,1 milhões, alta de 13,3%, enquanto a receita cresceu 34,3%, para R$ 1,027 bilhão. A empresa comenta os resultados às 11h00.

Duratex

Duratex teve retração no lucro de 22,5%, que somou R$ 23,8 milhões. O Ebitda totalizou R$ 179,3 milhões, representando uma queda de 1,5%. A receita líquida subiu 6,6%, para R$ 1,072 bilhão. A empresa comenta os resultados às 10h00.

Vulcabras

A Vulcabras viu seu resultado líquido recuar 21,6% no primeiro trimestre, para R$ 26,2 milhões. O Ebitda somou R$ 47,1 milhões, representando uma retração de 5,4%. Já a receita líquida somou R$ 299,8 milhões, uma alta de 2,7%. Os executivos detalham o desempenho às 10h00.

Marcopolo

A Marcopolo apresentou queda de 12,7% no lucro líquido do primeiro trimestre, para R$ 27 milhões. O Ebitda recuou 1%, para R$ 60,6 milhões, enquanto a receita avançou 17,5%, a R$ 898,6 milhões. A empresa comenta o resultado às 11h00.

CPFL Renováveis

CPFL Renováveis registrou alta de 28,3% no seu prejuízo, que chegou a R$ 93,023 milhões no primeiro trimestre. O Ebitda caiu 15,7%, a R$ 192,041 milhões, e a receita líquida recuou 12,9%, a R$ 334,188 milhões.

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