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Jovem processa Apple por prisão injusta e quer US$ 1 bi em indenização

Ele alega que o software de reconhecimento facial da Apple o acusou de ser outra pessoa 

Face ID Apple
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Um jovem de 18 anos abriu um processo contra a Apple e a empresa de segurança Security Industry Specialists na última segunda-feira (22) após uma série de acontecimentos "injustos".

Ele alega que o software de reconhecimento facial da Apple o acusou de uma série de roubos que não foram cometidos por ele - e em uma das vezes chegou a ser preso. Na ação, ele pede uma indenização de US$ 1 bilhão, segundo informações da Bloomberg.  

Ousmane Bah, que hoje é estudante universitário em Nova York, foi abordado pela polícia na sua casa em novembro do ano passado durante a madrugada. Ele era suspeito de ter roubado a Apple Store de Manhattan.

De acordo com o processo, o mandado da polícia incluía uma foto de um suspeito que não se parecia com Bah, mas ele foi preso mesmo assim. 

Um detetive da polícia de Nova York percebeu que o jovem havia sido preso injustamente ao comparar as imagens de vigilância da loja e ver as diferenças.

A polícia concluiu então que o problema poderia estar relacionado ao reconhecimento facial da Apple, que "identifica suspeitos de roubo" usando a tecnologia do Face ID, e ele foi liberado. 

"Este fato é preocupante porque os consumidores não estão cientes do uso da tecnologia de reconhecimento facial da Apple no seu sistema de segurança. O sistema de segurança da Defendant [da Apple] escaneia os rostos dos consumidores e confere as informações em uma lista de suspeitos", diz o processo. 

O documento faz menção ao recurso Face ID, que é usado em seus modelos mais recentes de iPhone e iPad.

O detetive também suspeitou que o verdadeiro ladrão poderia ter usado a carteira de motorista provisória de Bah, que ele havia perdido, como identificação durante uma das tentativas de roubo, conectando o jovem aos crimes. 

A Apple e a Security Industry Specialists se recusaram a comentar sobre o caso.  

Não foi a primeira vez

Bah ainda era um estudante do ensino médio quando recebeu uma intimação de um tribunal em Boston, afirmando que ele havia roubado US$ 1.200 em produtos Apple. 

De acordo com o processo, o acusado nunca tinha ido a Boston e estava em Manhattan no dia em que o roubo aconteceu.

Mais tarde, o mesmo jovem também foi acusado de roubos nas lojas Apple em Nova Jersey, Delaware e Nova York. Ele foi inocentado em todos os casos. 

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