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Oferta da Azul pela Avianca não é mais válida, diz Rodgerson

Presidente da empresa disse a jornalistas que rivais agiram para evitar concorrência em ponte aérea

Avianca
(Divulgação)

Atualização: a primeira versão dessa matéria foi publicada sob título "Azul desiste da Avianca e fala em protecionismo de Gol e Latam, diz Reuters". Após a veiculação, a companhia prestou esclarecimentos e o InfoMoney atualizou o texto.

SÃO PAULO - A Azul anunciou nesta quinta-feira (18) que sua oferta por ativos da Avianca perdeu a validade, "já que os credores da companhia [Avianca] aprovaram outro plano de recuperação judicial". 

O presidente da empresa, John Rodgerson, disse a jornalistas nesta quinta-feira (18) que Azul e Latam agiram para evitar concorrência na ponte aérea Rio-São Paulo, a mais movimentada do país. 

Segundo a Bloomberg, o executivo acrescentou ser "improvável" que a Azul faça uma nova oferta pela concorrente em recuperação judicial. "A Avianca Brasil não chega até novo leilão, é triste", teria dito. 

Em março, a Azul assinou acordo para compra de Unidades Produtivas Independentes (UPIs) da Avianca por R$ 105 milhões, incluindo slots nos aeroportos das duas capitais e contratos de leasing de aeronaves. 

Neste mês, Gol e Latam também disseram que fariam ofertas pelos mesmos ativos da rival. Cada uma pagaria pelo menos R$ 70 milhões por UPI. Na época, Rodgerson disse que o objetivo das empresas era "tirar a Azul da ponte aérea"

A Avianca está em recuperação judicial e tem cancelado voos há aproximadamente uma semana porque não consegue honrar com seus contratos de leasing. A frota da aérea cairá de 25 para 17 aviões. 

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