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O plano frustrado do YouTube para remunerar vídeos por engajamento

Em 2017, o YouTube considerou alterar completamente seu modelo de negócios, mas o CEO do Google barrou a ideia  

YouTube Music
(Paula Zogbi)

SÃO PAULO - Em 2017, o YouTube considerou alterar completamente seu modelo de negócios. A ideia era pagar os "criadores" de vídeo com base no engajamento dos espectadores, e não por meio da receita de anúncios gerada por seus vídeos.

Os detalhes desse plano foram revelados pela primeira vez no início deste mês pela Bloomberg.

O plano - conhecido internamente como "Project Bean" ou, "Boil The Ocean" - foi desenvolvido por engenheiros do YouTube por mais de um ano e depois foi apresentado em uma reunião para a CEO da empresa, Susan Wojcicki. 

Mas o projeto de mudança na remuneração dos vídeos foi vetado pelo CEO do Google, Sundar Pichai, temendo que o novo sistema pudesse causar problemas não intencionais, além de aumentar o efeito "bolha", ou seja, limitação de acesso a conteúdos muito semelhantes por cada usuário, sem diversificação temática. 

"Atrair, engajar e reter"  

O Business Insider teve acesso aos documentos do centro de suporte do YouTube que fornecem mais detalhes sobre o modelo de pagamentos proposto a partir de 2017, mostrando que as mudanças envolveriam mais do que métricas de engajamento - ou quantos espectadores assistem e por quanto tempo. 

De acordo com os documentos, cuja veracidade não foi confirmada pelo YouTube, a empresa planejava introduzir três novos pilares em seu modelo de pagamento: "atrair, engajar e reter".

Ou seja, ao invés de pagar aos criadores de conteúdo apenas de acordo com a receita gerada por cada vídeo, seria levado em consideração outros fatores, incluindo "como o conteúdo leva os espectadores ao YouTube, os mantém envolvidos e ajuda a transformá-los em fãs leais".

Antes, só se sabia das mudanças no modelo de pagamento relacionadas ao engajamento.

Um porta-voz do YouTube explicou que a liderança decidiu não avançar com este projeto em particular, porque "de acordo com os feedbacks recebidos, as novas métricas poderiam ser difíceis para os criadores entenderem e aplicarem diretamente".

Na prática, esse foi um plano frustrado e hoje o YouTube continua utilizando como remuneração a receita de anúncios gerada por seus vídeos.

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