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Disney dispara 11% e Netflix cai 4,5% com novo streaming; analistas não se preocupam

Alguns analistas que cobrem o setor de streaming duvidam da capacidade do Disney+ interromper a posição dominante da concorrente    

Disney+ e Netflix
(Montagem/ Shutterstock )

SÃO PAULO - As ações da Disney bateram alta de 12% no pregão desta sexta-feira (12), após anúncio do novo serviço de streaming do grupo e fecharam o pregão subindo 11,5%. Por outro lado, a Netflix terminou a sexta-feira com baixa de 4,49%. 

O Disney+ tem estreia marcada para novembro deste ano nos EUA e no ano que vem em outros mercados. O presidente e CEO da Disney, Bob Iger, acredita ter vantagem sobre a concorrente: já tem uma marca construída, enquanto a Netflix ainda está no processo.

No entanto, alguns analistas que cobrem ações do setor de streaming duvidam da capacidade do Disney+ interromper a posição dominante da concorrente. 

"Não vemos o Disney+ como uma forte alternativa à Netflix. Para começar, o Disney+ vai apresentar conteúdo familiar, enquanto a Netflix oferece uma gama muito mais ampla", afirmou Matthew Thornton, analista de tecnologia da consultoria Suntrust, em nota divulgada à imprensa. 

O analista da J.P. Morgan, Doug Anmuth, também disse que a nova plataforma não representa uma ameaça para a Netflix.

"Esperamos que o Disney+ seja o concorrente de streaming mais competitivo da Netflix, mas ainda não o vemos como uma grande ameaça aos números de assinantes da empresa, considerando a qualidade e quantidade de conteúdo da Netflix, juntamente com a mudança global em direção à transmissão", disse Anmuth.

Mais e mais investimentos 

A Disney está entrando em uma guerra de streaming cada vez mais competitiva contra as rivais Netflix e Amazon, que lutam pela maior participação de mercado.

A empresa de Iger quer aumentar seu conteúdo original e pretende fazer investimentos de US$ 1 bilhão em 2020 e US$ 2 bilhões até 2024.

A expectativa da companhia é atingir entre 60 milhões e 90 milhões de assinantes até o final de 2024. Um terço desses assinantes será em território norte-americano e dois terços internacionais. 

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