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Maior concorrente da Uber nos EUA, Lyft estreia na bolsa valendo US$ 24,3 bilhões

Foi o primeiro IPO (abertura de capital) de uma startup de mobilidade urbana    

Lyft
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A Lyft, principal concorrente da Uber nos Estados Unidos, estreia na Nasdaq, bolsa de valores americana, nesta sexta-feira (29). Na quinta, a companhia de transporte particular foi avaliada em US$ 24,3 bilhões, o que representa um preço de US$ 72 por ação. É o primeiro IPO (abertura de capital) de uma startup de mobilidade urbana.  As ações em seu primeiro pregão estavam disparando 18,3% às 13h (horário de Brasília). 

O valor está acima da faixa de preço proposta inicialmente - de US$ 62 a US$ 68 por ação -, sugerindo uma forte demanda dos investidores pela Lyft e talvez por outras startups de tecnologia. 

Depois de anos com investidores esperando IPOs de uma lista de empresas privadas que valem bilhões, em 2019 a expectativa é que várias das chamadas unicórnios abram capital, incluindo Uber, Pinterest, Airbnb e WeWork. 

A estreia das ações da Lyft pode ser um indicador de como essas empresas serão recebidas pelos investidores. Em particular, a companhia será uma espécie de parâmetro para tentar entender o que esperar da principal rival, Uber, que é um negócio muito maior.

Ao mesmo tempo, a empresa também dará aos investidores acesso a uma parte crescente da economia digital, que ainda é em grande parte composta de startups privadas. 

Riscos 

O prejuízo líquido da Lyft subiu para US$ 911 milhões em 2018. Isso representa mais do que qualquer outra startup americana perdeu no ano anterior ao seu IPO. A Uber divulgou que perdeu US$ 1,8 bilhão em 2018 - esse prejuízo não pode durar muito. 

"É impressionante o que estamos vendo aqui. O modelo de prosperidade sem lucro não funciona no mercado público", afirmou Kathleen Smith, diretora da Renaissance Capital, que administra fundos negociados em bolsa com foco em IPOs, ao CNN.  

Apesar das grandes perdas, Tom White, analista da consultoria Davidson,  expressou otimismo sobre a empresa em uma nota aos investidores neste mês, citando o "crescimento contínuo" do mercado de transporte e "os impressionantes ganhos de participação de mercado da Lyft nos EUA".

Aproveitando as oportunidades

A Uber inicialmente deu um salto à frente da Lyft e de outros concorrentes por meio de uma combinação de arrecadação agressiva de fundos. Mas em 2017, a empresa foi perdendo espaço após revelações negativas sobre a cultura no local de trabalho e por boicotes a clientes.

Após essa crise da Uber, a Lyft arrecadou mais dinheiro, expandiu para muitas outras cidades e conquistou uma participação de mercado significativa contra a rival. De acordo com a documentação do IPO, a participação da Lyft no mercado de caronas nos EUA subiu para 39% em dezembro de 2018, contra 22% no final de 2016. A Uber tem 59%.

Lyft atribuiu esse crescimento em parte ao poder de sua marca em comparação com as rivais. 

"Agora que o compartilhamento de caronas se tornou mais popular, acreditamos que os usuários estão escolhendo cada vez mais uma plataforma baseada na afinidade com a marca e alinhamento de valor", disse John McNeil, COO da Lyft em um vídeo promocional divulgado neste mês em função do IPO. 

A expectativa é que a Uber comece o processo de IPO em breve. 

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