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Boeing 737 Max teve análise às pressas falhas cruciais no teste de segurança, diz jornal

Representantes da Federal Aviation Administration delegaram responsabilidade à Boeing, relatou o Seattle Times  

Boeing 737 MAX 7
(Divulgação/Boeing)

SÃO PAULO – O teste de segurança realizado pela Boeing para o sistema do 737 Max, envolvido em acidente na Etiópia na semana passada, tinha “diversas falhas cruciais”, de acordo com uma análise publicada no último domingo (17) pelo Seattle Times. Ainda assim, a Federal Aviation Administration (FAA), órgão responsável pela fiscalização do setor nos EUA, delegou a responsabilidade à empresa.

O sistema de voo das aeronaves, chamado MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System), é novo, e a companhia teria subestimado o poder do equipamento, que, como anteriormente revelado, posicionava a ponta da aeronave para baixo assim que o piloto automático era acionado. A informação foi fornecida ao jornal por engenheiros da FAA.

De acordo com uma porta-voz da entidade federal, foi feito um procedimento padrão de certificação para o sistema, sem inspeção especial. A agência “não pôde entrar em questões detalhadas” no momento da inspeção, que ocorreu em uma “semana agitada”, disse a funcionária ao jornal.

Tanto a Boeing quanto a FAA foram informadas sobre os problemas pelo menos 18 dias antes do acidente que matou 157 pessoas no dia 10 de março. Em outubro, outra aeronave do mesmo modelo caiu em situação muito semelhante matando 189 pessoas.

Ao longo da semana passada, foi divulgado que os próprios pilotos das aeronaves equipadas com o novo sistema fizeram reclamações a respeito. Um deles disse que o treinamento oferecido era “criminalmente insuficiente”.

A Boeing disse que irá atualizar o sistema de todas as aeronaves 737 Max.

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