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Azul assina acordo para adquirir ativos da Avianca Brasil por US$ 105 milhões

Segundo a companhia, a expectativa é que esse processo dure até três meses

Azul linhas aéreas
(Divulgação)

SÃO PAULO - A Azul (AZUL4) assinou um acordo não-vinculante para adquirir certos ativos da Avianca Brasil pelo valor de US$ 105 milhões (cerca de R$ 420 milhões) através de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI).

Em fato relevante, a companhia aérea informou que a UPI incluirá ativos selecionados pela Azul como certificado de operador aéreo da Avianca Brasil, 70 pares de slots e aproximadamente 30 aeronaves Airbus A320. Com os novos ativos, a Azul chega ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

"Destacamos que o acordo é não-vinculante e que o processo da UPI está sujeito à uma série de condições como a conclusão de um processo de diligência, a aprovação de órgãos reguladores e credores, assim como a conclusão do processo de Recuperação Judicial", escreveu a Azul em comunicado. As dívidas não serão transferidas de uma empresa para a outra. 

A expectativa, segundo a companhia, é de que esse processo dure até três meses.

Em comunicado, a Avianca Brasil afirmou que a revisão de seu plano de recuperação judicial será apresentada nos próximos dias com a nova estrutura da empresa com foco em suas "rotas estratégicas". Além disso, informou que pretende realizar a Assembleia Geral de Credores o "mais breve possível".

"A Avianca Brasil explica que o acordo assinado prevê um DIP Financing, empréstimo com caráter de investimento prévio, para que possa manter sua operação até a realização do leilão de venda da UPI, que será agendado pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo", escreve a companhia aérea.

Endividamento

A Avianca Brasil entrou com pedido de recuperação judicial em 10 de dezembro de 2018, após alegar uma dívida de R$ 493,8 milhões.

No trimestre encerrado em junho, a companhia captou R$ 130,7 milhões em empréstimos com os bancos ABC, Daycoval, Safra e Fibra, com vencimentos entre 2018 e 2021. Assim, o volume de financiamentos, que no fim de 2017 somava R$ 194 milhões, chegou a R$ 306 milhões seis meses depois, aponta relatório entregue à Anac.

No documento, a empresa afirma que tem conseguido aumentar suas receitas, mas não o suficiente para compensar as altas no preço do combustível e a variação cambial. Diz ainda que está controlando os gastos e que pretende recorrer ao mercado para estender o prazo dos empréstimos. Do total da dívida financeira, apenas 22,7% vence em 2021, o restante, até 2019.

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