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Gap Inc. vai separar marcas, mudar de nome e fechar 230 lojas; ações disparam

A holding americana Gap Inc. anunciou que irá se separar da sua marca Old Navy  

loja GAP São Francisco
(Robert Galbraith/Reuters)

SÃO PAULO - A holding americana Gap Inc. anunciou que irá se separar da sua marca Old Navy e mudará de nome. Ainda sem confirmação, rumores indicam que a nova empresa pode se chamar NewCo e será composta pela Gap, Banana Republic e outras marcas, incluindo Athleta e Hill City. A empresa espera finalizar oficialmente essa separação em 2020.

A Old Navy cresceu para US$ 8 bilhões em vendas anuais desde o lançamento em 1994 - e o movimento de separação acontece para que a companhia expanda por conta própria. Enquanto isso, a holding pode consolidar suas marcas mais antigas, como Gap e Banana Republic, e também suas mais novas, como Athleta e Hill City, segundo informações do CNN Business.

"Acreditamos que a melhor maneira de cada empresa crescer e atender às crescentes necessidades de nossos clientes é permitir que eles sigam estratégias personalizadas separadamente", disse o CEO da Gap. Ele vai liderar a NewCo. Sonia Syngal, CEO da Old Navy, continuará com a sua função. 

Wall Street viu a decisão com bons olhos. As ações da Gap (GPS) disparavam mais de 18% às 14h10 desta sexta-feira (1). Logo após o anúncio, os papéis chegaram a subir 25%. 

A separação é uma faca de dois gumes: por um lado, a Old Navy prosperou nos últimos anos e as vendas em lojas abertas cresceram 3% em 2018. Enquanto isso, a Gap tem enfrentado dificuldades. No ano passado, as vendas caíram 5%.

"A Old Navy continua a superar a marca Gap e a Banana Republic, e é uma das marcas de vestuário que mais crescem", disse Christina Boni, analista da Moody's.

A Gap, que foi fundada em 1969, costumava ser a marca mais popular no varejo norte-americano: ela acompanhou o boom de vendas na metade do século 20, e suas camisetas e moletons conquistaram todo mundo, desde adolescentes até mães e celebridades como Sharon Stone.

Mas a marca não conseguiu se manter no topo com a virada de gerações. Os Millennials que guiam as tendências da moda hoje não têm muito interesse na marca. Varejistas como a Levi's, Target (TGT) e Zara atraíram consumidores da Gap com preços mais baratos e estilos mais modernos nos EUA.

Não emplacou: menos 230 lojas

A holding discute há algum tempo sobre como tornar a Gap uma parte saudável do negócio novamente. Em novembro, Peck descreveu as lojas da marca como não lucrativas. No final do último trimestre, havia 1.242 lojas Gap em todo o mundo. Sendo que 758 delas nos EUA.

Na última quinta-feira (28), a Gap Inc. informou que vai fechar 230 lojas da Gap nos próximos dois anos como parte de seu plano de "revitalizar" a marca. Os fechamentos afetarão principalmente as lojas que ficam em shoppings e nos EUA ainda neste ano.

O diretor financeiro da holding, Teri Stoll, afirmou que a empresa concentrou-se em lojas que não “estavam entregando ou que estavam em locais errados ou que não eram estratégicas". A expectativa é uma economia entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões nos próximos dois anos com a extinção dessas lojas. 

No entanto, apesar da novidade ter animado o mercado, analistas ficaram cautelosos em relação às marcas promissoras como Athleta e Hill City terem sido incluídas na NewCo com a problemática Gap.

A "nova Gap" planeja abrir mais lojas da Athleta, marca focada em mulheres que vem apresentando crescimento saudável. A Hill City, lançada no ano passado, é uma marca esportiva para homens que também fará parte da NewCo.

"Esta poderia ter sido uma oportunidade para um novo começo para a Gap. [Essa decisão) simplesmente coloca as marcas da NewCo em outro ciclo de enxágue e repetição", disse Bob Phibbs, CEO da consultoria Retail Doctor.

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