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Kraft Heinz é alvo de novo processo por transferência de ações feita pela 3G

Steve Walling acusa a Kraft Heinz, o executivo-chefe Bernardo Hees, a 3G e outros acionistas de ocultarem danos à algumas das maiores marcas da companhia

Kraft Heinz
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após todo o caos vivido na semana passada, a Kraft Heinz agora enfrenta um novo processo questionando por que a 3G Capital transferiu US$ 1,23 bilhão em ações seis meses antes de a empresa de alimentos surpreender os investidores com um enorme prejuízo e um conjunto de más notícias.

A proposta de ação coletiva divulgada na quarta-feira está entre as acusações iniciais contra a Kraft Heinz, que, além dos brasileiros da 3G, tem como acionista controlador a Berkshire Hathaway, empresa de investimentos de Warren Buffett. As informações são da agência de notícias Reuters.

O processo é do acionista Steve Walling, que acusa a Kraft Heinz, o executivo-chefe Bernardo Hees, a 3G e outros acionistas de ocultarem danos a algumas das maiores marcas da companhia.

Ele também acusa os réus de serem "motivados" a se envolver em conduta imprópria para permitir que a 3G "vendesse" US$ 1,23 bilhão em ações em agosto, a preços artificialmente inflacionados. A Berkshire e Buffett não são réus no caso.

Na época, a 3G informou que havia transferido 20,63 milhões de ações da Kraft Heinz no valor de US$ 59,83 cada uma para uma entidade chamada HK3 18 LP.

Hees disse à Reuters em uma entrevista em 7 de setembro de 2018 que a transferência foi feita em nome de investidores institucionais que tinham uma "janela para liquidez" e estavam saindo de um fundo da 3G.

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