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SEC pede prisão de Elon Musk por comentário no Twitter

O empresário teria quebrado o acordo com o órgão após divulgar informações "imprecisas" em sua conta no twitter

Elon Musk
(Reprodução)

SÃO PAULO - Não é novidade que Elon Musk adora twittar, mas o uso desmedido dos 280 caracteres pode estar causando problemas para o empresário. Na última segunda-feira (25), a Comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos (SEC) pediu a prisão do fundador da Tesla por informações veiculadas em sua página na rede social.

Segundo eles, Musk teria quebrado o acordo no qual se comprometia a não divulgar informações “imprecisas” que poderiam afetar o valor das ações de suas empresas.

A declaração mencionada aconteceu na última terça-feira (19). Em um tweet, Musk afirmava que a Tesla iria produzir cerca de 500 mil carros em 2019. Naquela data, as ações da companhia atingiram alta de US$ 311,54.

No dia seguinte, quarta-feira (20), Musk twittou uma retratação, afirmando que ele “quis dizer que as taxas de produção anual irão terminar 2019 em torno de 500 mil provavelmente, ou seja, 10 mil carros por semana. As entregas para o ano continuam estimadas em cerca de 400 mil.”

Estas declarações “imprecisas” poderiam ter alterado o valor das ações da empresa.

A Agência Efe teve acesso a documentos judiciais no qual o órgão regulador SEC solicitava que Musk confirmasse se a declaração do dia 19 teve aprovação da Tesla. Além disso, também foi solicitado, tanto ao Musk quanto à Tesla, documentos que respaldem essas afirmações. 

A decisão de prender ou não o empresário deve ser tomada pelo juiz federal Alison J. Nathan. Ele analisará os documentos e irá afirmar se a publicação das informações podem ser comprovadas com dados, ou se houve desacato por parte de Musk ao violar o acordo com a SEC.

Nesta terça-feira (26), após o pedido de prisão, as ações da Tesla amanheceram com queda de 3%.

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