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Facebook diz que pode remover recomendações contra vacinas

O parlamentar americano Adam Schiff enviou cartas aos CEOs do Facebook, Mark Zuckerberg, e do Google, Sundar Pichai, pedindo que enfrentassem o problema

Facebook

(Bloomberg) -- O Facebook, pressionado para reduzir conteúdo nocivo, enganoso e falso, anunciou que está estudando remover informações antivacinas de sistemas de software que recomendam a leitura de outros itens em sua rede social.

As informações que desencorajam pessoas a vacinar seus filhos, que se tornaram virais no Facebook, especialmente no produto Grupos, podem ter contribuído para o aumento dos surtos de sarampo. A crise chamou a atenção, na quinta-feira, do parlamentar americano Adam Schiff, que enviou cartas aos CEOs do Facebook, Mark Zuckerberg, e do Google, Sundar Pichai, pedindo que enfrentassem o problema.

Em resposta, o Facebook afirmou que está “estudando medidas adicionais para combater melhor o problema”, segundo comunicado da empresa. A abordagem pode incluir “reduzir ou remover esse tipo de conteúdo das recomendações, inclusive das sugestões de grupos para participar, e rebaixá-lo nos resultados de busca para garantir também a disponibilidade de informações mais confiáveis e de maior qualidade.”

O Google, que não respondeu imediatamente a um comentário sobre a carta de Schiff, já vem adotando medidas semelhantes. No mês passado, o YouTube, do Google, implementou uma mudança na forma de recomendar vídeos -- um sistema automatizado que tem sido criticado por promover desinformação.

O YouTube afirmou que começaria a eliminar do sistema de recomendação vídeos com “conteúdo no limite” que “desinformam os usuários de maneira prejudicial”. A empresa informou apenas três exemplos. Um deles são os vídeos que promovem “uma falsa cura milagrosa para uma doença grave”.

Schiff, parlamentar democrata da Califórnia, citou vários motivos pelos quais as empresas de tecnologia deveriam agir. A Organização Mundial da Saúde (OMS) listou a relutância ou recusa em tomar vacinas como uma das maiores ameaças à saúde global neste ano. Além disso, ele ressaltou o ressurgimento do sarampo no condado de Clark, em Washington, nos EUA.

“Fortes evidências sugerem que pelo menos um dos fatores que originou essa tendência é a quantidade de informações médicas imprecisas sobre vacinas que aparece nos websites dos quais muitos americanos recebem informações”, escreveu Schiff. “Os algoritmos que alimentam esses serviços não são projetados para diferenciar informações de qualidade de informações erradas ou enganosas e as consequências disso são particularmente preocupantes para as questões de saúde pública.”

O primeiro resultado de uma busca por “vacinas” no YouTube é um vídeo que mostra um debate entre defensores das vacinas e aqueles que as consideram perigosas. O quarto resultado é o primeiro episódio de uma popular série de documentários antivacinas chamada “The Truth About Vaccines” (“A verdade sobre as vacinas”), que tem quase 1,2 milhão de visualizações.

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