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Huawei 'ignora' EUA com recorde de vendas e ambiciona ser a maior do mundo

Meta da empresa é se tornar a maior fabricante de smartphones do mundo, depois de ter ultrapassado a Apple no ano passado

Huawei Nova 3i
(Lukmanazis / Shutterstock.com)

(Bloomberg) -- O chefe da divisão de consumo da Huawei Technologies minimizou as "forças políticas" dos EUA e as tentativas de atrapalhar o crescimento da empresa, dizendo que as vendas de smartphones e outros aparelhos aumentaram cerca de 50 por cento em 2018, para um recorde de US$ 52 bilhões.

Richard Yu, presidente da divisão de consumo, disse nesta quinta-feira que os relatos de que a Huawei pratica espionagem para a China são "notícias falsas" e que o cronograma de lançamento de produtos para 2019 continua vigente. O executivo, falando com jornalistas depois de ajudar a revelar dois chipsets desenvolvidos internamente para equipamentos sem fio de quinta geração, descartou os receios de que o equipamento possa ser empregado em espionagem.

"Todos os receios foram provocados por políticos fazendo barulho", disse ele, afastando um executivo de relações públicas que tentou encerrar o briefing. "Isso tem certa influência, mas definitivamente estamos confiantes em relação a nosso futuro", disse ele, em inglês.

A Huawei enfrenta um crescente escrutínio porque Washington está convencendo uma lista crescente de aliados a vetar os equipamentos de rede da companhia. O bilionário fundador da empresa, Ren Zhengfei, rompeu anos de silêncio público na semana passada para desestimar as acusações dos EUA de que a gigante das telecomunicações de capital fechado esteja ajudando Pequim a espionar governos ocidentais.

Não está claro se essa pressão afetou os negócios. Ren disse que a receita da empresa em 2019 deve superar US$ 125 bilhões, e Yu disse que as remessas de smartphones aumentaram 35 por cento em 2018, para 206 milhões de unidades. Ele espera que os dispositivos da internet das coisas e 5G deem impulso às vendas neste ano e à meta da Huawei de se tornar a maior fabricante de smartphones do mundo, depois de ter ultrapassado a Apple no ano passado.

"O mercado dos EUA é grande, mas infelizmente tem um indivíduo político lá, e não podemos fazer nada", disse ele. "Mesmo sem o mercado dos EUA, seremos o número 1."

A Huawei quer conquistar a liderança na tecnologia 5G, que impulsiona de tudo, dos carros autônomos às cidades inteligentes. Nesta quinta-feira, a companhia revelou um chip desenvolvido internamente para estações-base 5G, além de um chip modem para dispositivos. A empresa informou que já despachou mais de 25.000 de suas estações-base 5G para todo o mundo. Ryan Ding, principal executivo dos negócios com operadoras, disse que 18 dos 30 contratos da Huawei até agora vieram da Europa.

A empresa pretende exibir seu primeiro smartphone 5G com tela dobrável durante o Mobile World Congress, no próximo mês, embora Yu tenha enfatizado que - com um preço de mais de 1.000 euros (US$ 1.135) - o aparelho não está destinado às massas.

"Nossos produtos não têm nenhuma ideologia", disse ele.

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