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Facebook é tão ruim para a democracia quanto o cigarro para a sua saúde, diz CEO da Salesforce

O Facebook continua a ser usado como uma ferramenta para interferência democrática e tem estado no centro de escândalos como a violação de dados pela Cambridge Analytica 

Facebook
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Facebook deveria ser regulado por legisladores dos EUA com o mesmo vigor que a indústria de cigarros. Isso é o que acha o bilionário CEO da Salesforce Marc Benioff. Ele acredita que a rede social de Mark Zuckerberg é tão ruim para a democracia quanto o cigarro, e a agir contra isso é necessário.

Essa ideia defendida por ele foi apresentada há um ano, na reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, para criticar o Facebook. De lá para cá, ele só ressaltou a ideia e foi conquistando outros executivos da área. 

"O Facebook é o novo cigarro. Vicia e não é bom para você. E tem pessoas de todo lado tentando fazer com que você use mesmo que não entenda os motivos", afirmou em entrevista ao MSNBC News.

A rede social continua a ser usada como uma ferramenta para interferência democrática e tem estado no centro de escândalos como a violação de dados pela Cambridge Analytica. 

Jim Steyer, o fundador da Common Sense Media, organização sem fins lucrativos de San Francisco, que oferece educação para famílias menos privilegiadas, é uma das pessoas que concorda com Benioff. 

"Acreditamos que há enormes problemas em torno do vício, atenção e distração causados ??pelas plataformas de mídia social. O ano passado foi um momento decisivo na relação entre tecnologia e sociedade global. O Facebook e outros foram expostos pelo fato de terem cometido ataques a nossas instituições democráticas", afirmou Styer ao Business Insider.

Roger McNamee, um dos primeiros investidores do Facebook e ex-mentor de Zuckerberg, foi outro que discutiu a analogia do tabaco com Benioff. "Marc escolheu olhar para isso através das lentes da saúde pública, que, na minha opinião, é exatamente o ponto de partida correto”, disse.

Steyer acrescentou que a comparação de cigarros foi “incrível”. “Porque a pessoa média entende isso ... É preciso uma conversa global sobre isso, e é preciso haver uma regulamentação do senso comum das empresas de tecnologia".

A ruptura pode ser a cura?

O CEO da Common Sense Media estava envolvido na elaboração de novas leis de privacidade na Califórnia e esteve em Bruxelas, na Bélgica, na semana passada para conversar com os legisladores sobre o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados  (GDPR) e outras regulamentações tecnológicas.

"Agora as pessoas percebem que tem que haver uma abordagem equilibrada para a tecnologia. A ideia de que as redes sociais protegerão o interesse público e se autorregularão é loucura. Você precisa de uma abordagem mais específica para a privacidade e interesse público", explicou. 

O Facebook se recusou a comentar. A COO Sheryl Sandberg disse em uma conferência internacional de tecnologia em Munique, no último domingo (20), que o Facebook está aberto para trabalhar com reguladores e está se esforçando para melhorar. "Precisamos fazer melhor para proteger os dados das pessoas. Reconhecemos nossos erros", disse ela.

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