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Prejuízo bilionário da Netflix cresce, mas analistas preveem o momento de virada

Analistas calculam que o fluxo financeiro pode ser positivo em US$ 10 bilhões em 2025  

Netflix
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Com mais de 137 milhões de clientes pagantes, de acordo com a empresa de pesquisas Statista, já não é possível dizer que a Netflix é uma startup. Ainda assim, a gigante do streaming opera como tal: no prejuízo.

Conforme os cálculos prévios da própria empresa, o prejuízo das operações deve chegar a US$ 3 bilhões, crescimento de 50% ante os US$ 2 bilhões reportados em 2017. O balanço definitivo será divulgado apenas em 17 de janeiro.

Em 2017, o CEO da empresa, Reed Hastings, justificou as margens negativas. “Quando você produz uma série incrível como Stranger Things, é preciso investir muito capital adiantado, que será pago em muitos anos”, disse ao justificar a opção pelo investimento em originais.

Desde Stranger Things, novas produções e contratos com nomes como Shonda Rhimes demonstraram que a avaliação da Netflix segue a mesma: conteúdo exclusivo é a chave para sustentar o crescimento nas assinaturas.

Mas até quando os gastos com conteúdo de qualidade irão superar os retornos? O Morgan Stanley fez essa matemática em um relatório recente.

De acordo com os analistas do banco, a Netflix deve atingir o breakeven, ou seja, o equilíbrio financeiro, em 2021. Já em 2023, o lucro da companhia deve ser de US$ 5 bilhões, valor que pode dobrar em 2025.

“Mesmo com o aumento dos gastos, a Netflix continua a aumentar o lucro por assinante, número que cresceu 30% ao ano nos últimos dois anos”, diz o relatório. Nesta terça-feira (15), a Netflix anunciou aumento em seus planos para usuários dos Estados Unidos - então o ritmo desse crescimento pode ser impulsionado. 

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