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"Apocalipse do varejo" cria nova era para os supermercados nos EUA

A Kroger, maior rede de supermercados do país, antecipou o interesse da Amazon no setor de alimentos – e está pronta para a briga  

Kroger
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Desde 2014, a Kroger, maior rede de supermercados dos Estados Unidos, suspeitava que a Amazon compraria uma de suas concorrentes. A confirmação desta hipótese só viria em 2017, com a aquisição da Whole Foods – mas antecipar os passos da concorrência é a melhor forma de criar escudos.

Rodney McMullen, CEO da Kroger, falou sobre sua estratégia omnichannel durante o evento 2019 Big Show, da National Retail Federation (Federação Nacional do Varejo dos EUA). Os insights mostram que o chamado “Apocalipse do Varejo” tomou outra forma no que diz respeito à venda de alimentos.

Apocalipse do varejo

A implementação de tecnologias em lojas, diminuindo a necessidade de interação com atendentes humanos e aumentando a precisão das ofertas, parece ser a saída do setor alimentício dentro do “Apocalipse do varejo”.

Desde 2010, dezenas de milhares de lojas nos Estados Unidos fecharam as portas graças à expansão de shoppings, aumento de aluguéis e mudanças nos hábitos de consumidores – incluindo a opção por compras online.

O próprio McMullen deixou clara uma das vantagens dos supermercados dentro desta tendência: “felizmente, as pessoas sempre vão comer”, simplifica. Ainda assim, serviços de entrega em poucas horas e inteligência artificial vêm diminuindo o apelo de lojas tradicionais para dar espaço a soluções renovadas.

Para compreender essas mudanças, basta observar o sucesso da Amazon Go. O supermercado sem atendentes humanos, onde basta colocar itens no carrinho e sair da loja para fazer as compras, já é considerado a tendência para todas as empresas do setor.

Graças à antecipação da entrada da Amazon no varejo off-line, a Kroger pôde “acelerar” sua capacidade de inovação para o online – apesar de seu tamanho. A primeira atitude neste sentido, disse o CEO, foi em 2014: a fusão com a Harris Teeter para incorporar suas tecnologias. Mas a dona de 2.780 lojas não parou por aí.  

Na semana passada, a empresa anunciou uma parceria com a Microsoft para criar unidades de seus supermercados com tecnologia de “prateleiras inteligentes”. Entre outras novidades, os preços são alterados dinamicamente e um misto de sensores e inteligência artificial permitem maior rapidez nas compras ao identificar perfis de clientes e suas preferências.

Em 2018, as vendas digitais da Kroger chegaram a US$ 5 bilhões. A expectativa da própria empresa é de dobrar esse valor em 2019.

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